Senadores corruptos, liderados por Renan,com muito medo, querem punição de Juiz muito “macho”!

É definitivo: Os políticos brasileiros perderam  completamente a vergonha. Sob severa suspeição, acusado de cometer ao menos 10 delitos penais punidos com prisão, Renan Calheiros, sem se constranger, determinou que a advocacia do Senado da República,  representasse no conselho Nacional de Justiça contra um magistrado federal que,  agindo no estrito cumprimento do dever legal, determinou a prisão de um “marginal oficial” que participou de um “assalto continuado”  contra  milhões de velhinhos e velhinhas do Brasil, incluindo-se no rol de vítimas, milhares de servidores públicos.  O argumento para “a patrulha” é que o ‘chefe da quadrilha”,  ex-ministro de estado é casado com uma senadora. Que a “ordem” considerada ilegal foi cumprida em um próprio do Senado da República, como se “o privilégio de foro” se estendesse a parentes de parlamentares.


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Quem foi preso foi o marido de uma senadora. Essa condição civil, ao menos pelo que se lê na Constituição Federal, não está excepcionalizada…

Em qualquer país sério, a senadora que hoje “chora” a prisão do consorte,  já teria renunciado. Não como um demonstração de “culpa” por ter se beneficiado diretamente com o crime praticado pelo marido, mas por respeito a seus eleitores.

Entenda a decisão de Renan Calheiros, lendo a matéria “oficial” publicada pela agência senado.

“A Mesa do Senado Federal encaminhou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta sexta-feira (24), uma reclamação disciplinar contra o juiz federal da 6ª Vara Criminal de São Paulo, Paulo Bueno de Azevedo, pela ação de busca e apreensão no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) por ocasião da Operação Custo Brasil. De acordo com a Advocacia do Senado, o pedido deveria ter sido feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à prerrogativa constitucional de função que a senadora possui.

Na reclamação, os advogados do Senado explicam que, embora o mandado de busca e apreensão tivesse o objetivo de apurar eventuais atos ilícitos cometidos pelo marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo Silva, a determinação de busca e apreensão não observou a restrição ou o cuidado em preservar o patrimônio da senadora.

A Advocacia argumenta ainda que não seria possível separar os bens de cada um dos cônjuges, principalmente em se tratando de material de escritório e eletrônicos. Por isso, disseram os advogados, somente o STF poderia ter ordenado a busca e apreensão. Além disso, a Advocacia argumentou que, de acordo com a Constituição e com o Regulamento Administrativo do Senado (Rasf), a ação deveria ter sido feita, ou ao menos acompanhada, pela Polícia do Senado Federal.”

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/06/24/senado-encaminha-reclamacao-contra-juiz-por-busca-e-apreensao-em-apartamento-de-gleisi