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Turquia: O auto-golpe de Recep Tayyip Erdogan, um DITADOR VIOLENTO

O cristalox lamenta informar os “apressados” que vieram as redes enaltecer ” a democracia turca” que, infelizmente “caíram no conto do turco”! Ele não é um democrata e na Turquia não venceu a democracia.  O que assistimos foi um”circo”… Uma grande armação política para acabar com as liberdades individuais, fechar o judiciário, controlar a imprensa e consolidar um exército miliciano.


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1. Erdogan reprimiu com brutalidade manifestantes contrários a seu governo  – 2. A Turquia é o quarto país com mais jornalistas presos no mundo . Em um único decreto presidencial, meses atrás, Erdogan removeu dos postos 3.700 juízes e promotores.  –  4. ordenou a destituição de cinco generais e 29 coronéis desde o início da tentativa de golpe. Mais de 2.800 militares já foram presos pelas forças de segurança turcas. Além disso, autoridades turcas removeram neste sábado 2.745 juízes de seus cargos, além de cinco membros do alto conselho judicial do país.

Hoje com 64 anos, ele emergiu na política turca no começo dos anos 1990, como prefeito de Istambul. Na ocasião, articulou uma coalizão de partidos de orientação conservadora islâmica, que permitiu que ele fundasse o Partido Justiça e Desenvolvimento, AKP, em 2001, e chegasse ao poder em 2002. Para isso, adotou um discurso pró-Ocidente e defendeu um discurso moderado, conservador nos costumes, mas “paz e amor” nos outros setores.

Erdogan reprimiu com brutalidade manifestantes contrários a seu governo e a um polêmico projeto de desenvolvimento urbano centrado no Gezi Park, em Istambul. Perseguiu, fechou e prendeu veículos de imprensa de oposição. A Turquia é o quarto país com mais jornalistas presos no mundo. Acusado de envolvimento em um milionário escândalo de corrupção, deu início a uma caça às bruxas nas forças policiais, no Ministério Público e no Judiciário, que levou a expulsão de dezenas de policiais e procuradores. Em um único decreto presidencial, meses atrás, Erdogan removeu dos postos 3.700 juízes e promotores.

A divisão na Turquia ficou explícita na madrugada de sexta-feira para sábado. Os militares rebeldes afirmaram estar destituindo Erdogan porque “as tradições seculares do país foram corroídas pelo governo de Erdogan, que tem adotado medidas autoritárias contra a liberdade de imprensa e perseguido jornalistas e juízes”. Mas a tentativa de golpe não resistiu e terá sérias consequências. O ministro do Interior da Turquia, Efkan Ala, ordenou a destituição de cinco generais e 29 coronéis desde o início da tentativa de golpe. Mais de 2.800 militares já foram presos pelas forças de segurança turcas. Além disso, autoridades turcas removeram neste sábado 2.745 juízes de seus cargos, além de cinco membros do alto conselho judicial do país.

Nos próximos dias e meses, Erdogan vai fazer um expurgo nas Forças Armadas e em todos os campos da oposição, e pode, finalmente, atingir seu objetivo: conseguir 60% de votos em um referendo popular para transformar o sistema político parlamentarista em um regime presidencialista. Erdogan se tornaria uma espécie de Vladimir Putin, com poderes quase totais. Para qual caminho isso pode levar a Turquia ainda é uma incógnita. Mas não importa quem vença a batalha pelo poder no país, há dois perdedores notórios: a estabilidade regional e a democracia turca.

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http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/07/entenda-o-golpe-militar-na-turquia-e-o-que-ele-significa-para-o-mundo.html