Renato Duque vai delatar e “tratorar” Lula, Dilma e o PT

Duque retoma negociação de delação com a Lava Jato: um risco para Lula, Dilma e o PT. Ex-diretor de Serviços da Petrobrás, preso desde março de 2015 e condenado a mais de 50 anos de prisão como braço do partido no esquema de cartel e corrupção, tenta pela terceira vez redução de pena em troca de informações sobre crimes.
A reportagem está publicada no Jornal o Estado de São Paulo deste sábado, 20, e é assinada pelos jornalistas Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Fausto Macedo e Julia Affonso


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O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato de Souza Duque, condenado na Operação Lava Jato há mais de 50 anos de prisão como braço do PT no esquema de propinas na Petrobrás, retomou as negociações para um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal. Detido há um ano e cinco meses, em Curitiba (PR), o conteúdo de suas revelações envolve o partido, a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sistemática de cartel e corrupção na estatal – com rombo reconhecido até aqui de R$ 6,2 milhões.

Lula é um dos pontos centrais das negociações com a força-tarefa da Lava Jato. Além de confirmar que o ex-presidente sabia do esquema, o ex-diretor da estatal teria provas documentais para apresentar. As tratativas são feitas com membros da Procuradoria Geral da República (PGR), por citar políticos com foro privilegiado, e da Procuradoria, em Curitiba.

A colaboração do ex-diretor – se for aceita pela Procuradoria e homologada pela Justiça – pode ser a primeira a ligar diretamente Dilma ao esquema sistematizado de corrupção como “regra do jogo” na Petrobrás, a partir de 2004 e que vigorou até 2014. Nesta semana, a presidente afastada virou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de obstrução às investigações.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa do Instituto Lula, que “não cometeu nenhum ato ilegal nem antes nem durante, nem depois do exercício de dois mandatos como Presidente da República, eleito pelo voto popular para dois mandatos”. “Não comentaremos supostas negociações de delações para a obtenção de benefícios judiciais”, informa a nota.
Conteúdo Estadão  – Leia na ínterga em
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/duque-retoma-negociacao-de-delacao-com-a-lava-jato-um-risco-para-lula-dilma-e-o-pt/

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