Procuradores da Lava Jato “esnobam” delatores mentirosos

Os Procuradores da República e dos Delegados da Polícia Federal não escondem que possuem em mãos, no bojo das investigações da Lava jato,  elementos e informações  capazes de levar à condenação  mais de duas  centenas de empresários e políticos.  Já “desprezam” o que  Alexandrino Alencar, primeiro homem da Odebrecht em tempos de petrolão teria para contar.  Alexandrino perdeu a importância e a credibilidade para a Lava Jato, quando mais de duas dezenas de executivos da empreiteira baiana se perfilaram diante dos investigadores para revelar toda a verdade sobre a participação de Lula e do PT no maior escândalo político/empresarial da história do Brasil.


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A Folha de São Paulo traz uma matéria nesta terça, 11 de setembro, assinada pelos jornalistas  MARINA DIAS, BELA MEGALE e WÁLTER NUNES   que  retrata o atual estágio das investigações.

“A proposta de acordo de delação premiada do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino Alencar, um dos executivos da empreiteira mais próximos do ex-presidente Lula, foi negada pelos procuradores da Lava Jato e da Procuradoria-Geral da República.

Segundo investigadores ouvidos pela Folha, eles consideram que as informações dadas pelo ex-executivo estão incompletas e que há indícios de que Alencar estaria protegendo personagens que são alvos de seus depoimentos, como o ex-presidente.

Pessoas ligadas à Odebrecht que acompanham as tratativas também avaliam que os investigadores querem um conteúdo mais incisivo sobre as práticas criminosas que envolveriam o petista.

Reservadamente, Alencar tem relatado que um dos fatores que incomodaram os procuradores, por exemplo, foi insistir que Lula, de fato, fez as palestras pagas pela Odebrecht. Para os investigadores, parte delas não foi realizada e há indícios de casos de superfaturamento.

O sítio de Atibaia (SP) é outro ponto de atrito. O ex-executivo afirma que o valor de R$ 1 milhão gasto em benfeitorias pela Odebrecht na propriedade frequentada por Lula foi um agrado pela atuação do petista a favor do grupo baiano, e não uma contrapartida a determinados contratos com o governo federal.

Outro empecilho é que Alencar tem versão contrária à hipótese dos investigadores sobre a empresa Exergia Brasil, do sobrinho da primeira mulher de Lula Taiguara Rodrigues, que foi alvo de denúncia do Ministério Público Federal nesta segunda (10). A Exergia foi subcontratada pela Odebrecht para atuar em obras em Angola. Os empreendimentos contaram com recursos do BNDES.”

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