Policial Federal “do dossiê” contra Moro é afastado do cargo

A direção da Polícia Federal afastou do cargo o policial Flávio Werneck, que é presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol) e vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Reportagem de VEJA, publicada em março passado revelou que Werneck levou ao então ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, um dossiê contendo fotos e documentos que supostamente poderiam comprometer os investigadores da Operação Lava Jato.


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O dossiê, de seis páginas, acusava o juiz Sérgio Moro, os procuradores, os delegados da Operação Lava Jato e até os advogados de réus que decidiram colaborar com a Justiça de estarem a serviço de uma conspiração para implodir o PT e o governo. A Polícia Federal abriu um processo disciplinar, com base nas conclusões de um inquérito, e agora vai investigar Werneck por valer-se do cargo para obter proveito de natureza político-partidária, prevalecer-se abusivamente da condição de funcionário policial e ainda de praticar ato lesivo da honra ou do patrimônio da pessoa. A cópia do inquérito foi enviada ao Ministério Público Federal para que sejam tomadas as providências judiciais.

Jaques Wagner recebeu Werneck no Palácio do Planalto em audiência que não foi registrada na agenda do ministro. O dossiê inclui diagramas e fotos para tentar estabelecer falsas conexões de autoridades da Lava Jato com irregularidades. Segundo o documento, a conspiração contaria até com o apoio de uma empresa multinacional.

Flávio Werneck ficará afastado do cargo de policial até decisão final do processo disciplinar, período em que ele terá de informar à Comissão Permanente de Disciplina o local em que poderá ser encontrado caso venha a se ausentar de seu domicílio. O afastamento do policial foi publicado hoje no Boletim de Serviços da PF.

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