Polícia Federal e GAECO estouram “esquema” de 203 milhões em Ribeirão Preto

São cumpridos simultaneamente 13 mandados de prisão temporária, 17 de condução coercitiva e 48 de busca e apreensão. Operação Sevandija apura crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e tráfico de influência na prefeitura, comandada por Dárcy da Silva Vera(PSD).


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A Polícia Federal (PF) e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de São Paulo deflagraram na manhã desta quinta-feira, 1º, a Operação Sevandija para apurar crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e tráfico de influência na prefeitura de Ribeirão Preto, cujos desvios chegariam a R$ 203 milhões.

Os alvos são a sede da prefeitura de Ribeirão Preto, o Palácio do Rio Branco, gabinetes na Câmara Municipal, a Secretaria Municipal de Educação, a sede da Administração Municipal, além Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto (Coderp), o Departamento de Águas e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) e empresas privadas sediadas na própria cidade do interior paulista, Santos e Campo Grande, no Mato Grosso de Sul.

Segundo a PF e o Gaeco, as investigações da operação cujo nome é sinônimo de “pessoa que vive à custa alheia”, ou “parasita”, tiveram início em julho de 2015. A apuração ocorreu “após informações de que estariam ocorrendo fraudes em setores da prefeitura de Ribeirão Preto, na Câmara Municipal e em órgãos públicos, envolvendo dezenas de agentes públicos, agentes políticos e empresas privadas sediadas em várias cidades, inclusive no Estado de Mato Grosso do Sul”, informou a polícia em nota.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto e os nomes de presos e de conduzidos coercitivamente ainda não foram informados. Os detalhes devem ser dados em entrevista coletiva, às 10 horas, na sede do Ministério Público Estadual de Ribeirão Preto.

Conteúdo do Estadão, editado pelo jornalista Gustavo Porto.

 

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