Paulo Ferreira continua preso… Parceria foi solta por Sérgio Moro!

O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta quinta-feira a soltura dos quatro executivos que foram presos na 31ª fase da Operação Lava Jato, a Abismo, deflagrada na última segunda-feira. São eles: Roberto Capobianco e Erasto Messias da Silva Júnior (da Construcap), Edson Coutinho (Schahin) e Genesio Schiavinato Junior (Construbase). Eles haviam sido alvos de mandados de prisão temporária, cuja validade é de cinco dias.
O Ministério Público Federal colheu o depoimento dos quatro executivos e entendeu que era “desnecessário” mantê-los sob custódia. Moro atendeu ao pedido, impondo-lhes apenas o dever de prestar esclarecimentos aos investigadores quando fossem intimados – “por qualquer meio, inclusive, por telefone”, ressalvou o juiz.
“Considerando-se, entretanto, os indícios, em cognição sumária, de que os investigados estariam envolvidos na prática de graves crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, a postura mais prudente recomenda a aplicação de medidas cautelares alternativas”, escreveu o magistrado, em despacho.


Este conteúdo é produzido por CristalVox. Apoie nosso trabalho curtindo nossa página

A Abismo tem como objeto de investigação um contrato obtido de forma fraudulenta para a construção do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), no Rio de Janeiro. O nome da operação é uma referência à tecnologia de exploração de gás em águas profundas, na camada do pré-sal. Segundo as apurações, mediante o pagamento de cerca de 39 milhões de reais de propina, o consórcio formado pelas construtoras OAS, Carioca Engenharia, Construbase, Schahin e Construcap saiu vitorioso na disputa pela licitação orçada em mais de 840 milhões de reais.
Parte do dinheiro ilícito teria sido embolsada pelo ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira, o único alvo da Abismo que continua preso. Quando a Abismo foi deflagrada, ele já estava detido desde o final de junho por um mandado de preventiva emitido pela Operação Custo Brasil, um desdobramento da Lava Jato em São Paulo que investiga desvios de 100 milhões de reais de um serviço de crédito consignado do Ministério do Planejamento.

Veja

%d blogueiros gostam disto: