DF - CÂMARA/PRESIDÊNCIA/EDUARDO CUNHA - POLÍTICA - O candidato do PMDB à presidencia da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (c), comemora a   vitória do plenário da Câmara, em Brasília, neste domingo. Cunha foi foi eleito com o   maior bloco de apoio da disputa. Ao todo, 14 legendas declararam apoio ao candidato:   PMDB, PP, PTB, DEM, PRB, SD, PSC, PHS, PEN, PRTB, PSDC, PRP, PMN e PTN.   01/02/2015 - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Os 200 de Eduardo Cunha

Eduardo Cunha está denunciando nesta sexta, 08 de julho, que Michel Temer está sendo “fritado” na Câmara dos Deputados e que o pedido de impeachment formulado contra o presidente em exercício,  pode ser iniciado a qualquer momento.  Waldir  Maranhão não deixaria a presidência sem antes instaurar o processo de afastamento de  Temer.


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Eduardo Cunha e Roberto Jeferson foram dotados, pela natureza,  não com gargantas, mas com duas metralhadoras ponto 50, capazes de derrubar qualquer inimigo e perfurar o mais resistente “bloco” – no caso, político –  que ouse enfrentá-los.

Antes, Jeferson, no mensalão, mandou para a cadeia mais de uma dezena de pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Dizimou sua cúpula e eliminou para sempre do cenário político José Dirceu, tido até então, naquele momento,  como o homem mais poderoso do Brasil.  Dirceu podia e fazia tudo até Jeferson dizer que “sentia os instintos mais primitivos” em relação ao ex-chefe da Casa Civil de Lula. Deu no que deu. Ambos condenados e presos. Jeferson de volta à cena e Dirceu eternamente preso…

Agora,  Eduardo Cunha, mesmo combalido politicamente, afastado pelo STF da presidência da Câmara dos Deputados por uma decisão inédita e extra-constituição e a seguir obrigado a renunciar a função, prestes a ser cassado pelo conjunto do deputados federais,  volta a cena para falar do risco de Michel Temer também ser catapultado da presidência em novo processo de impeachment.

Cunha sabe do que está falando.  Nesse jogo possui, por baixo, 200 votos,  o que corresponde a mais da metade dos sufrágios que Michel Temer necessita para se manter no cargo.

Eduardo Cunha não está blefando. Quando fala em “centrão” e contabiliza 2oo parlamentares, esses devem integrar, sem nenhuma dúvida, a lista dos 200 de que fala Lúcio Funaro.