Ministro da Saúde envolvido na “máfia dos ingressos” diz MP do Paraná

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Ministéro Público acusa empresa do ministro da Saúde de lesar torcedores. Acusação diz que empresa de Ricardo Barros (PP) é uma das responsáveis por vender ingressos a mais para partida e ter lucro ‘indevido’ de R$ 177.000,a informação está postada na revista Veja e é assinada pelo jornalista Hugo Marques.


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Em uma ação civil pública que tramita na 2ª Vara Cível de Maringá, no Paraná, desde o dia 12, o Ministério Público acusa a empresa do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), de dar um prejuízo a milhares de torcedores que não conseguiram entrar no estádio da cidade para acompanhar a decisão do Campeonato Paranaense, em abril de 2014. A empresa BB Corretora, uma das responsáveis pela organização, pertence ao ministro da Saúde e à sua filha, Maria Victória Borghetti Barros, que é candidata a prefeita de Curitiba esse ano.

Segundo a denúncia, foram vendidos 4.000 ingressos além da capacidade máxima permitida para a área coberta do estádio. “Milhares de torcedores que adquiriram os ingressos para assistir à partida na área coberta foram impedidos de entrar no estádio”, diz o MP, o que “colocou em risco a vida e a saúde de todos os presentes no local”.

Na ação, o MP pede indenização por danos individuais, materiais e morais para todos os consumidores que não conseguiram entrar no estádio. Os responsáveis pela organização da partida são a Sociedade Esportiva Alvorada Club, a Federação Paranaense de Futebol e a BB Corretora Ltda. O jogo aconteceu no dia 13 de abril de 2014, em Maringá, quando os torcedores não conseguiram ver a final entre o Maringá Futebol Clube e do Londrina Esporte Clube.

A Polícia Militar foi obrigada a fechar os portões antes do início da partida e houve necessidade de atendimento médico de pessoas que desmaiaram. “Com essa prática fraudulenta, os requeridos auferiam cerca de 177.525 reais de lucro indevido, às custas dos torcedores”, concluiu o MP. A BB Corretora, do ministro, firmou contrato de parceira com a Sociedade Esportiva Alvorada e com isso, afirma o Ministério Público, ganhava 75% do valor da renda líquida dos jogos disputados.

A VEJA, o ministro Ricardo Barros negou irregularidades na venda de ingressos. Ele diz que foram autorizados 19.092 ingressos e que foram vendidos 19.071 bilhetes para a partida. Segundo Barros, o Ministério Público alega que foram vendidos 4.000 ingressos a mais na área coberta, mas não contabilizou espaços cobertos nas arquibancadas. Na ação, o MP anexou fotografias de torcedores fora do estádio e da polícia fechando os portões.

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