dilma abandonada

Mais de 60 senadores afastarão a presidente

Dos 21 integrantes do colegiado, apenas a tropa de choque de Dilma na Casa se manteve fiel. A ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann tropa de choque de Dilma (PT-PR), a ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu (PMDB-TO), Lindbergh Farias (PT-RJ), Telmário Mota (PDT-RR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) somaram os únicos cinco votos contrários ao relatório. Entre os políticos predomina a previsão de que o cenário arrasador para Dilma seja mantido no Plenário. Lá, aliados do presidente interino, Michel Temer, já estimam que pelo menos 60 dos 81 senadores decretarão o fim do governo Dilma. Para que a previsão dos peemedebistas se confirme, serão necessários no mínimo 54 votos.


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De resto, a maioria dos apoiadores da presidente afastada torce apenas para que o processo se estenda ao máximo, de forma que seja possível capitalizar ainda nas eleições de outubro a pretensa tese de “um golpe de Estado orquestrado pela direita”. As imagens da saída de Dilma, dizem alguns petistas, poderiam contribuir para a unificação da militância de esquerda em torno das candidaturas da sigla pelo País, hoje extremamente enfraquecidas.

O fato é que o País começa, mesmo que lentamente, a mover suas engrenagens e a despertar do estado vegetativo em que se encontrava com o agonizante comando de Dilma. O próprio PT já se sente muito mais à vontade na condição de oposição do que defendendo uma gestão petista desastrosa. O que restou a Dilma, nos últimos dias, foi uma série de entrevistas a jornais estrangeiros e veículos nacionais politicamente alinhados, em que ela tenta inutilmente se defender e, paralelamente, atacar seu sucessor. Ao jornal espanhol El Mundo, a petista afirmou que Temer seria um intruso na cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro. “Não somente o considero um traidor, mas também um usurpador. Conspirou para o golpe e se alinhou ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha num processo de impeachment conduzido de forma pouco ética comigo e com população”, apelou ela, na última terça-feira 3. Em entrevista a um blog bem aquinhoado com verba pública durante a gestão petista, na última semana, Dilma beirou a desfaçatez. Ela, que nunca teve a hombridade de reconhecer seus erros, cobrou que o Partido dos Trabalhadores fizesse uma autocrítica, como se tentasse se dissociar da legenda. Sem chance.
Conteúdo Isto É – Assinado pela jornalista Mel Bleil Gallo