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Lulacorrupção é uma doença contagiosa: No Nordeste, niguém quer saber dela na campanha eleitoral

Em Garanhuns, onde Lula nasceu, o atual prefeito, Izaías Régis (PTB), tenta a reeleição com o PT em sua coligação, mas evita usar a imagem do ex-presidente petista na campanha.


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Candidatos a prefeito da região onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nasceu, no interior de Pernambuco, estão ignorando a imagem do petista como cabo eleitoral na campanha deste ano. O cenário é diferente do pleito municipal de 2012, quando a maioria dos candidatos dessas cidades do agreste pernambucano “brigava” pelo apoio do ex-presidente.

“Que existe um pouco de precaução, tem que existir. Todo dia a mídia só é pau (contra Lula). Aí você vai fazer o quê? Vai defender uma coisa que a mídia está dizendo que não. É um negócio absurdo”, disse Régis. “Nas redes sociais é: ‘Lula se torna réu’. Então está divulgando em todo canto. Fica difícil se atrelar à imagem.”




O prefeito, em 2012, quando disputou a prefeitura de Garanhuns pela primeira vez, fez questão de que o ex-presidente da República gravasse um vídeo declarando apoio a ele. Naquela campanha, Régis chegou a acionar a Justiça para impedir que seu adversário Zé da Luz (então do PHS, hoje no PSB) também usasse a imagem de Lula como cabo eleitoral. Luz, que já foi filiado ao PT no passado, usava a imagem do ex-presidente sob o argumento de que sempre esteve ao lado dele.

Neste ano, Zé da Luz apoia o vereador Sivaldo Albino (PPS) para prefeito de Garanhuns. “Se nem o partido que é aliado (do PT) usa, imagine nós. É um grande risco usar a imagem. Por via das dúvidas, é melhor não usar”, disse Albino.

O mecânico disse não acreditar na inocência de Lula e criticou o petista. “O que ele roubou está recaindo sobre a gente. Estão tendo que arrancar do povo para tapar o buraco que ele roubou”, afirmou. Mesmo assim, Carvalho disse que votaria no petista novamente. “Dos piores, ele é o melhor. Ele conseguiu roubar e ajudar a galera. Os outros não.”

A agricultora Luiza Feliciano de Oliveira, de 42 anos, pensa da mesma forma. “Ele vacilou, mas, mesmo assim, votaria nele. Ele, Miguel Arraes (ex-governador de Pernambuco e avô de Eduardo Campos) e Dilma fizeram muito pela gente”, disse a agricultora, para quem o programa Bolsa Família, do qual é beneficiária, foi uma das melhores “criações” de Lula.

Para a vendedora ambulante Carmen Lúcia Alves, 49 anos, os acertos de Lula foram maiores do que os erros. “Se ele tiver roubado, ainda foi o melhor presidente do Brasil”, afirmou. Ela, que também recebe o Bolsa Família, disse que melhorou de vida durante o governo petista. “Como ambulante, já andei duas vezes de avião, porque Lula permitiu. E quero andar de navio.”

O agricultor Cícero Gonçalves da Silva, de 61 anos, reconheceu que as denúncias contra Lula têm afetado a imagem do ex-presidente na população da região. De seus cinco irmãos, dois não votam mais no petista, segundo ele. “No distrito que moro, uns querem ele, outros, não. Mas eu continuo com ele, porque ele foi bom para a gente”, disse Silva.

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