Luiza Brunet quer “União Estável” e meio bilhão de reais na separação de Lirio Parisotto

Julgamento de ex por agressão a Luiza Brunet será retomado nesta segunda. Lírio Parisotto é acusado de duas lesões corporais contra a modelo em 2015 e 2016. Duas testemunhas, que faltaram em audiência do ano passado, e empresário deverão ser ouvidos no Fórum da Barra Funda.

A Justiça de São Paulo retoma nesta segunda-feira (13) o julgamento de Lírio Parisotto, de 62 anos, acusado de agredir a ex-mulher, Luiza Brunet, de 54 anos. No dia 29 de novembro de 2016, ocorreu a primeira audiência do caso. Naquela ocasião, a atriz, modelo e empresária foi ouvida em separado e confirmou que apanhou do então marido em maio do ano passado, nos Estados Unidos, e em dezembro de 2015, no Brasil.

Como já prestou depoimento à juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcante, da Vara do Foro Central da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Luiza não precisa comparecer ao Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista, a partir das 13h para a continuidade da fase de instrução, debates e julgamento.




Nesta tarde deverão ser ouvidas duas testemunhas do caso, que são obrigadas a comparecer e haviam faltado na audiência anterior, e o próprio empresário. Parisotto não é obrigado a comparecer ao fórum, mas, se for, terá a oportunidade de dar sua versão para se defender da acusação feita pelo Ministério Público (MP). Ele também pode ficar em silêncio e não responder as perguntas.

O ex é acusado pela Promotoria de ter cometido dois crimes contra a modelo: de lesão corporal grave e leve. O empresário pode receber condenação de um ano e meio até oito anos de prisão, já que ele está sendo responsabilizado nos termos da Lei Maria da Penha, que endurece a pena.

Segundo o promotor de Justiça Carlos Bruno Gaya da Costa, Luiza mostrou laudo que comprova que as costelas dela foram quebradas. “Ela apresentou tomografias, foi tudo usado pra produzir o laudo do exame de corpo de delito”, disse Gaya da Costa no ano passado.

A ação penal em favor de Luiza não cobra indenização em dinheiro de Parisotto. “O Ministério Público pede apenas a punição dele [do empresário]”, falou o promotor.
Na primeira audiência, outras três pessoas teriam sido ouvidas: uma testemunha de acusação (amiga da modelo) e três de defesa (ligadas a Parisotto).

O advogado do empresário, Celso Vilardi, criticou em 2016 o Ministério Público por ter denunciado seu cliente por agressão contra Luiza. Ele também apontou haver contradições na versão da modelo.

Conteúdo G1, assinado pelo jornalista Kleber Tomaz,