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Lava Jato está sendo “destruída” pelo Governo Temer – Nota duríssima dos Delegados da Polícia Federal

O afastamento da Delegada Erika traria um prejuízo irreparável à continuidade da operação. O Conselho de Diretores da ADPF ressalta que Lava Jato é um patrimônio do Brasil e que cobrará maiores explicações sobre os afastamentos junto ao diretor-geral da PF e à Superintendência Regional da instituição em Curitiba. Os Delegados Federais e a sociedade estão e continuarão vigilantes para defender a Operação Lava Jato.”


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Leia nota, na íntegra

“ADPF manifesta preocupação com afastamentos de Delegados da Operação Lava Jato

O Conselho de Diretores da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) vem a público demonstrar contrariedade e preocupação com o afastamento precipitado e mal explicado dos Delegados Federais Eduardo Mauat e Duílio Mocelin, que até a semana passada integravam o Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato, em Curitiba. O Conselho de Diretores da ADPF é composto pelos seus dez diretores nacionais e pelos 27 diretores regionais. É evidente que afastamentos súbitos dessa natureza geram atrasos e prejuízos para as investigações em andamento, que poderiam ser evitados por meio da simples manutenção do grupo atual da Lava Jato. Fala-se em “oxigenação” da operação. Porém, a carência de recursos humanos na Lava Jato é um problema antigo e ainda não superado, principalmente em comparação com operações de outras áreas. Tal fato demonstra que, efetivamente, a Lava Jato não é uma prioridade para a direção-geral da Polícia Federal. Ao invés de substituir Delegados responsáveis pelo sucesso da operação, o comando da PF e o Ministério da Justiça deveriam trabalhar para aumentar o efetivo da Lava Jato. Isso, sim, ajudaria a “dar fôlego” e a descartar de vez ameaças de desmanche do grupo responsável pela operação. Diante do cenário de incertezas gerado pela saída forçada de dois importantes Delegados da operação, o Conselho de Diretores expressa seu temor frente à possível retirada de outra liderança da operação: a da Delegada Federal Erika Marena, uma das principais coordenadoras da Lava Jato. O afastamento da Delegada Erika traria um prejuízo irreparável à continuidade da operação. O Conselho de Diretores da ADPF ressalta que Lava Jato é um patrimônio do Brasil e que cobrará maiores explicações sobre os afastamentos junto ao diretor-geral da PF e à Superintendência Regional da instituição em Curitiba. Os Delegados Federais e a sociedade estão e continuarão vigilantes para defender a Operação Lava Jato.”