Lava Jato e o biolionário cardeal da presidente afastada

O Brasil precisa conhecer quem é o “inventor” da ex-presidente no setor de energia.  Quando assumiu a presidência da CEEE(estatal gaúcha de energia), Vrana só era capaz de ligar um interruptor. Foi pelas mãos de Valter Luiz Cardeal que a presidente afastada “se enamorou” pelo milionário setor. Agora vê seu “criador” prestes a ser preso e contar tudo. A investigação que começou com a Lava Jato encontra provas que colocam amigo pessoal e conselheiro da presidente afastada no centro de um propinoduto no setor elétrico.


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Na quarta-feira 6, procuradores e delegados federais da operação Pripyat bateram à porta do diretor licenciado da Eletrobras, Valter Luiz Cardeal de Souza. Com mandados de busca e apreensão, os agentes o conduziram coercitivamente à sede da PF. O endereço devassado fica em Porto Alegre e é familiar para a presidente afastada, Dilma Rousseff. O engenheiro é amigo pessoal da petista e tido como seus olhos e ouvidos no setor elétrico. Segue à risca a cartilha da petista. Acompanha Dilma desde quando ela comandava a secretaria de Energia do Rio Grande do Sul na década de 90.

Para os investigadores, há indícios de que Cardeal se valeu das funções para as quais foi nomeado pelos governos do PT para operar um esquema de corrupção na construção bilionária da Usina Nuclear de Angra 3. Os contratos foram superfaturados em troca do pagamento de, pelo menos, R$ 48 milhões em propina a agentes públicos e políticos do PT e do PMDB. Cardeal “teve um papel ainda não devidamente esclarecido na negociação de descontos sobre o valor da obra de montagem eletromecânica de Angra 3 com posterior pedido e pagamento de propina realizado no âmbito dos núcleos políticos e administrativo da organização, conforme relatos de diversos réus colaboradores”, analisou o Ministério Público Federal. Outras dez pessoas foram presas na operação. Entre elas, o almirante Othon Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear. A Justiça afastou também o sucessor dele, Pedro Diniz Figueiredo.

As denúncias contra Valter Luiz Cardeal preocupam lideranças petistas. Será complicado para Dilma recorrer ao surrado mantra de que não tinha conhecimento dos crimes de aliados. Tampouco conseguirá negar que é próxima do engenheiro. Os dois mantêm uma estreita relação profissional e de amizade há mais de 20 anos. Aproximaram-se quando, filiados ao PDT, ela comandava a secretária de Energia na gestão do então governador gaúcho Alceu Collares e ele chefiava a diretoria de Distribuição Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul. Desde este período, Cardeal se tornou uma espécie de escudeiro de Dilma na trajetória até à Presidência. Para onde ela ia, ele a acompanhava. Em 2001, romperam juntos com a antiga sigla e migraram para o PT. Quando Dilma assumiu o ministério de Minas e Energia no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cardeal acabou levado para a máquina federal. A petista não tomava decisões sobre o setor sem ouvir seus conselhos e colocou sob a sua batuta programas estratégicos eleitoralmente, como o Luz para Todos.

Conteúdo completo na Isto É
http://istoe.com.br/o-cardeal-de-dilma/

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