José Serra “vence” e impede que Maduro comande o Mercosul

Com exclusividade, agora reproduzido pelo Cristalvox, O Antagonista informa:   “”O governo uruguaio aceitou a fórmula sugerida pelo Brasil para a presidência compartilhada do Mercosul, sem a participação da Venezuela.”


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É uma vitória de José Serra.”  Está postado na sua página pessoal do facebook:

“Finalmente solucionamos o impasse criado no MERCOSUL pela possibilidade da Venezuela assumir a presidência do bloco. Os quatro países fundadores – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – aprovaram hoje uma nota de consenso, segundo a qual a Venezuela não assumirá a presidência do bloco, que a partir de agora será exercida por meio de comissão coordenadora formada por um representante de cada um dos fundadores. Se até o dia 2 de dezembro a Venezuela não cumprir os compromissos que assumiu no início do seu ingresso, ela será suspensa do MERCOSUL.”




O dia foi movimentado na política do Mercosul. O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Senador José Serra afirmou nesta terça, que o governo brasileiro tem preocupação com a “multiplicação recente de detenções arbitrárias” no país caribenho.

Já o governo da Venezuela afirmou que repudia as “descaradas e imorais” declarações do ministro das Relações Exteriores, José Serra, que afirmou hoje que o governo de Michel Temer tem preocupação com a “multiplicação recente de detenções arbitrárias” no país caribenho.

“A República Bolivariana da Venezuela repudia as descaradas e imorais declarações do chanceler de fato @joseserra”, escreveu a ministra das Relações Exteriores venezuelana, Delcy Rodríguez, em sua conta no Twitter.

As declarações de Serra foram citadas em comunicado do Itamaraty no qual se afirma que essas detenções ocorreram “à revelia do processo legal e em um claro desrespeito a liberdades e garantias fundamentais”.

“Esse é um desdobramento que dificulta ainda mais o diálogo entre governo e oposição, indispensável para a superação da dramática crise política, econômica, social e humanitária que afeta a Venezuela”, destacou o comunicado oficial.

O comunicado que cousou mal estar ao governo Venezuelano também está ligado ao caso do jornalista Braulio Jatar, detido no último dia 3 de setembro pelo Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) na Ilha Margarita e que foi acusado por um tribunal venezuelano de supostamente incorrer no crime de legitimação de capitais.

O jornalista chileno-venezuelano foi preso junto com outras 30 pessoas um dia depois que o presidente Nicolás Maduro realizou uma visita à comunidade popular de Villa Rosa, na Ilha Margarita, onde foi recebido com sonoros protestos. Atualmente apenas Jatar segue detido. Ele foi transferido a uma prisão do estado de Guárico, uma situação que foi criticada pelo governo chileno, que pede sua liberdade.

Veja, EFE e Antagonista

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