Brasília DF 16/11/2016 POLITICA INVASÃO CAMARA / PROTESTO   Manifestantes invadiram plenário da Câmara dos Deputados, houve tumulto e a sessão foi suspensa  FOTO Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Intervencionistas não são bandidos!

Invasão do Plenário da Câmara por “intervencionistas” está ligada a “maracutaia” que se desenha contra  medidas anti-corrupção. Nenhum jornalista brasileiro teve a coragem de dizer que os INTERVENCIONISTAS – grupo político composto por milhares de brasileiros – só invadiram o plenário da Câmara dos Deputados diante da notícia que apontava uma “articulação” para “canibalizar”  o pacote de medidas contra a corrupção. A pressão dos defensores de Eduardo Cunha e de outros deputados “enrolados” na Lava Jato está jogando o Brasil num caldeirão,  prestes a explodir. Quem acompanha os intervencionistas na rede social sabe dos apoios, seu tamanho, poder de mobilização  e capacidade de articulação. Estão posicionados de Manaus a Porto Alegre.


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Publica o Estado de São Paulo: “A votação do relatório final da comissão que analisa o pacote de medidas contra corrupção proposto pelo Ministério Público Federal foi adiada para esta quinta-feira, 17. Oficialmente, a reunião para avaliar o parecer não aconteceu por conta da invasão do Plenário da Câmara, mas deputados de diversos partidos trabalharam o dia inteiro para que o relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS) fizesse alterações no texto. A matéria  é assinada pela jornalista Isadora Peron.

A articulação dos deputados tem como objetivo manter no pacote a previsão de crime de responsabilidade para juízes, procuradores e promotores, além de tentar aprovar a anistia retroativa para quem cometeu crime de caixa 2. Parlamentares também querem a exclusão da proposta sobre o chamado teste de integridade e do item que fala sobre criminalização de enriquecimento ilícito para agentes públicos.




Brasília – A votação do relatório final da comissão que analisa o pacote de medidas contra corrupção proposto pelo Ministério Público Federal foi adiada para esta quinta-feira, 17. Oficialmente, a reunião para avaliar o parecer não aconteceu por conta da invasão do Plenário da Câmara, mas deputados de diversos partidos trabalharam o dia inteiro para que o relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS) fizesse alterações no texto.

A articulação dos deputados tem como objetivo manter no pacote a previsão de crime de responsabilidade para juízes, procuradores e promotores, além de tentar aprovar a anistia retroativa para quem cometeu crime de caixa 2. Parlamentares também querem a exclusão da proposta sobre o chamado teste de integridade e do item que fala sobre criminalização de enriquecimento ilícito para agentes públicos.

No fim do dia, Lorenzoni sinalizou que poderia fazer mudanças no relatório que será levado a votação nesta quinta. Ele, no entanto, disse que a possibilidade de anistiar o caixa 2 está descartada. “O objetivo do nosso trabalho é tentar conseguir montar um texto que permita sair da comissão com ampla maioria ou com unanimidade. Todo o nosso esforço é para isso”, disse.

Substituições. Como parte da estratégia para aprovar um pacote anticorrupção mais brando para a classe política, lideranças partidárias chegaram a promover mudanças na composição da comissão, que possui 30 titulares. Nesta última semana, o PP fez duas substituições e o PT outras três.

Um dos deputados que foi excluído da comissão foi Rodrigo Izar (PP-SP). O deputado Fausto Pinato (PP-SP) foi escalado para a vaga e vai apresentar emendas para mudar o projeto. No caso do PT, passaram a ser titulares os deputados José Guimarães (CE), Givaldo Vieira (ES) e Zé Geraldo (PA).

Ao Estado, Izar limitou-se a dizer que era a favor do pacote apresentado pelo relator e disse ter ficado “surpreso” quando foi comunicado da substituição. O líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), negou que as mudanças aconteceram porque o partido deseja fazer alterações na proposta. Segundo o líder, a substituição aconteceu porque Izar não poderia estar em Brasília nesta semana.