Guerrilheiros Colombianos já atuam no Brasil. Família do Norte planejou “explodir” autoridades

A ousadia do crime organizado vai muito além do imaginável, do suportável em um país que brinca com a democracia. Autoridades amedrontadas e omissas confessam,  publicamente,  que sabiam que presos planejavam ataques com explosivos  contra servidores públicos. Segundo relatório trazido ao conhecimento da nação,  um plano de atentados seriam perpetrados pela Família do Norte, iniciado a partir do massacre de rivais e desafetos em Manaus.


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Um relatório do Setor de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas, datado de segunda-feira, 9, e obtido pela GloboNews, mostra que a Família do Norte (FDN) já planejava atentados a bomba contra autoridades, como a segunda parte do plano iniciado com o massacre de rivais e desafetos em Manaus.

Os líderes locais da FDN teriam partido para uma retaliação após os principais chefes da facção, detidos em presídios federais, não terem voltado ao Estado no fim do ano, como solicitavam os detentos desde outubro. Como parte do plano definido na época constava o ataque contra o secretário de Segurança, Sérgio Fontes, e contra o promotor de Justiça Lauro Tavares, do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Amazonas.

O relatório aponta ainda que, na sexta-feira da semana passada, em conversa de celulares interceptada de dentro do Compaj, o líder do regime fechado, apelido de Marquinhos, falou do sucesso da primeira parte do plano – com as 56 mortes – e disse que a segunda fase estava em andamento.

Atentados seriam feitos com bombas deixadas em malas no Tribunal de Justiça e no Ministério Público. A tarefa seria chefiada por um detento do semiaberto: Nigéria. Ele já teria obtido metralhadoras, além do apoio de quatro pistoleiros e de criminosos colombianos especializados no uso de explosivos.
O conteúdo é do jornal O Estado de São Paulo e a foto é de : EDMAR BARROS/FUTURA PRESS