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Governo revoga visto e professor francês condenado por terrorismo será deportado

A decisão do governo brasileiro  em extraditar o franco-argelino Adlène Hicheur  foi publicada nesta sexta-feira (15) no Diário Oficial.  Adlène Hicheur dava aulas no Departamento de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Reitor da UFRJ informou  ele foi conduzido até o aeroporto pela PF.


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O governo brasileiro negou o pedido para renovar o visto de trabalho do cientista condenado na França por terrorismo que dava aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 2014. A negativa ao pedido, feito pela universidade no dia 6, veio no dia 13 e foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (15), o que, em tese, torna a situação do franco-argelino Adlène Hicheur irregular a partir de sábado (16). Coincidência ou não, a decisão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) veio no mesmo dia em que a imprensa francesa divulgou que uma autoridade via risco de a delegação do país para os Jogos Olímpicos do Rio ser atacada por um brasileiro ligado à Al Qaeda.

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O reitor da UFRJ, Roberto Leher, afirmou que o professor Adlène será deportado para a França em um voo que deve sair às 22 horas desta sexta-feira do aeroporto do Galeão. “A informação que nos foi passada é que o Ministério da Justiça determinou a deportação”, disse Leher. A Polícia Federal foi à casa do professor e o escoltou até o aeroporto. “Ele terminava um artigo [acadêmico] quando foi abordado pela polícia, que deu uma hora para ele juntar os pertences numa mala. Adlène está completamente abalado, perplexo”, afirmou o reitor. “Não teve liberdade de escolha para o destino da deportação. A opção dele era a Argélia, onde está a família, mas não deram oportunidade de escolha. Ele está sendo deportado para a França”, disse Leher. Segundo o reitor, a UFRJ renovou o contrato de trabalho do professor por mais dois anos em julho de 2016. “Não nos foi apresentada documentação que justificasse a deportação”, disse o reitor. “A decisão do Ministério do Trabalho [de revogar o visto] era outra coisa. No processo, equivocadamente foi pedido um novo visto. Na realidade, era necessária apenas a renovação.”

De acordo com o MTE, a UFRJ pode recorrer da decisão. A universidade não informou se pretende entrar com recurso. O visto de Hicheur venceu em 12 de julho. De acordo com o ministério, o pedido foi negado com base em norma que limita a permanência de cientistas estrangeiros com vínculos semelhantes ao dele a dois anos.

Leia na íntegra em
http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/07/governo-brasileiro-revoga-visto-de-professor-frances-condenado-por-terrorismo.html