Gerdau, fazendo água, venderá mais ativos

Contra crise, Gerdau venderá mais ativos. Grupo gaúcho já se desfez de operação na Europa e avalia fazer o mesmo na Índia, na América Central e em partes da América do Sul


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Na tentativa de ganhar fôlego para atravessar a crise do aço e de reduzir a sua pesada dívida de R$ 23,7 bilhões (valor bruto em março), a siderúrgica gaúcha Gerdau vai intensificar a venda de ativos considerados não estratégicos, apurou o ‘Estado’. O movimento é considerado essencial para que o grupo controlado pela família Gerdau Johannpeter consiga enfrentar um cenário de excesso de oferta do produto no mercado mundial, agravado pela recessão no Brasil.

Abatidas pelo aumento da capacidade global, sobretudo da China, aliada à queda dos preços internacionais do minério de ferro, gigantes globais estão se reorganizando, como as siderúrgicas chinesas Baosteel e Wuhan Iron and Steel, que devem se unir. Grandes mineradoras também estão em amplo processo de desinvestimentos.

No Brasil, a situação é ainda mais delicada pela crise econômica, que paralisou a construção civil e a indústria automobilística. Tradicionais grupos, como Usiminas, em plena guerra societária, e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch, ambos com dívidas pesadas, também anunciaram venda de ativos, mas não evoluíram.

Imagem abalada. A Gerdau conseguiu sair na frente de seus rivais brasileiros nesse processo – em junho, concluiu a venda de suas operações na Espanha, por ¤ 155 milhões (mais ¤ 45 milhões adicionais previstos para os próximos cinco anos), para o grupo de investidores locais Clerbil.
Conteúdo Estadão

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