Exemplo: Cármem Lúcia, Presidente do STF recebe, no dia da criança, menores que estão à espera de adoção

ADCA195 BSB - 12/10/2016 - STF / CRIANÇAS - POLITICA - A presidente do STf, ministra Cármen Lúcia, recebe um grupo de 55 crianças carentes, que virão acompanhadas de assessores da Vara da Infância e Juventude do DF .Houve apresentação de dança da música dos SAltimbancos e entrega de presentes comprados com doações de servidores.no STF, em Brasilia. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

Cármen Lúcia recebe crianças no STF e fala em melhorar processo de adoção no País.  Foi a primeira vez que, em um Dia da Criança, um presidente do Supremo promoveu encontro deste tipo.


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Na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) desde o início de setembro, a ministra Cármen Lúcia aproveitou o feriado de 12 de outubro para receber crianças carentes de Brasília e região. Elas fizeram uma visita guiada ao STF e ganharam presentes doados por servidores. Foi a primeira vez que, em um Dia da Criança, um presidente do Supremo promoveu encontro deste tipo.

A visita guiada, que reuniu cerca de 50 jovens à espera de adoção, de cinco instituições de caridade diferentes, foi mais um ato de Cármen Lúcia para aproximar a Justiça do cidadão comum. Em sua posse, ela já havia quebrado o protocolo ao cumprimentar, em primeiro lugar, o “cidadão brasileiro” – e não autoridades presentes à cerimônia, como o presidente Michel Temer.

Nesta quarta-feira, ela lembrou que a visita das crianças ao STF era uma forma de mostrar a elas “como funciona o órgão que tem, como objetivo, prestar a Justiça”. “Ganhei um presente que é eles estarem aqui, querendo saber o que é a Justiça. Além disso, um menino me ofereceu uma pintura que fez, o que foi superemocionante. Espero mesmo que a gente possa trabalhar e melhorar (a vida) para eles”, comentou a ministra, que ganhou das crianças um quadro.

Cármen Lúcia conversou com as crianças e disse que várias delas, ao serem questionadas sobre o futuro, demonstraram querer estabilidade. “Como estão na espera por uma situação mais estável na vida, algumas querem ser pais, ter uma família. São conversas muito diferentes das que temos no dia a dia”, comentou a ministra. “Algumas querem garantir que possam estudar, mas elas falaram muito da família.”

Questionada a respeito do processo de adoção de crianças no País, a ministra afirmou que há muita burocracia no processo por um lado e, por outro, há crianças querendo ser adotadas. “Agora estamos fortalecendo o cadastro e verificando qual é o fluxograma de um processo de adoção, com os juízes da Infância e Juventude, e vendo qual é o processo real”, afirmou Cármen Lúcia, que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pelo Cadastro Nacional de Adoção (CNA). “(Queremos saber) quantas crianças estão nesta situação, quantas estão cadastradas para serem adotadas e quem quer adotar”, afirmou.

Durante o encontro com as crianças, Cármen Lúcia também arrancou gargalhadas dos adultos presentes. “Me perguntaram ali: ‘eu tenho 6 anos, você tem quanto?’ Eu disse: olha, já passei dos 60”, contou a ministra. “A resposta foi: ‘nossa, você vai morrer logo'”, concluiu Cármen, bem humorada. Ela não quis falar, durante o evento, de outros assuntos do STF.

O conteúdo é do Estadão, assinado pelo jornalista   Fabrício de Castro – Foto: Andre Dusek/ Estadão

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