Eduardo Campos: No vôo da morte, a corrupção era uma das passageiras

“Investigação sobre avião de Eduardo Campos indicia 20 pessoas. Polícia Federal atesta que “dono” da aeronave captava propinas para beneficiar ex-governador de Pernambuco, morto em agosto de 2014″


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A Polícia Federal (PF) indiciou 20 investigados na Operação Turbulência, um deles indicado como operador de propinas para o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) e para o falecido ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). Apontados como compradores do avião Cessna que vitimou o ex-candidato à Presidência da República em 2014, os empresários foram indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, de acordo com relatório da PF obtido pelo Correio ontem.

A delegada Andréa Pinho Albuquerque atesta que os três eram “os principais integrantes” do esquema de arrecadação de recursos de lavagem de dinheiro. Como tem foro privilegiado, Bezerra responde a inquérito sobre fatos semelhantes no Supremo Tribunal Federal (STF). O indiciamento foi concluído em 15 de julho e encaminhado à 4ª Vara Federal do Recife.

O inquérito policial aponta que “restou clara a atuação do investigado João Carlos Lyra na condição de operador financeiro de numerários recebidos clandestinamente para abastecer ou pagar dívidas decorrentes da campanha eleitoral do falecido ex-governador Eduardo Campos”. O Inquérito 4005 do STF diz que sobrepreços em contratos na refinaria da Petrobras Abreu e Lima praticados pela empreiteira Camargo Corrêa eram “destinados provavelmente ao pagamento de dívidas de campanha do então governador Eduardo Campos à reeleição”, em 2010. Lyra foi reconhecido por ex-funcionários da construtora como “a pessoa encarregada de entregar a propina devida por aquela empreiteira ao ex-governador Eduardo Campos e ao senador Fernando Coelho”. No STF, apura-se a “possível interferência” do senador perante “operadores do esquema de pagamento de propinas a partidos políticos decorrentes de contratos com a Petrobras, visando a obtenção da ajuda ilícita à campanha de seu então correligionário”.

Correio Brasiliense

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