É o medo? Palácio do Planalto já mostra “desconforto” com a Lava jato

A forma como a força-tarefa da Lava Jato apresentou a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (14), incomodou até mesmo integrantes do governo de Michel Temer. A avaliação de auxiliares do presidente é de que o grupo está “exagerando há tempos” na apresentação de denúncias contra nomes citados no esquema de corrupção da Petrobras.


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Segundo esses assessores presidenciais, as acusações vêm a público baseadas em delações, “sem provas concretas”, o que pode comprometer a credibilidade da operação.

A avaliação, no dia em que Lula fez sua defesa pública sobre o caso, permeia o fato de que integrantes da base do governo Temer também estão sendo investigados, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR).

Auxiliares de Temer, porém, afirmam que “todos estão receosos” de externar opiniões contrárias à operação para não passar a ideia de que o governo quer parar a Lava Jato.

Diante desse cenário, há ainda no Planalto quem avalie que a repercussão negativa em torno de Lula pode enfraquecer a tese de golpe com o impeachment de Dilma Rousseff e futuras manifestações contra o governo do peemedebista.

Segundo esse prognóstico, o episódio deve deixar o petista acuado e, agora, ele terá que ficar se defendendo das denúncias ao invés de organizar o PT como oposição a Temer. Nesta terça-feira (13), por exemplo, Lula se reuniu em Brasília com deputados e senadores petistas para traçar a estratégia do partido diante do governo.

Conteúdo Folha

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