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E aí Lunlinhas! Vocês guentam a “devassa” nas contas bancárias? A PF vai “descobrir” tudo…

PF busca divergências entre renda e ativos do filho de Lula.  Alvo é Luís Cláudio Lula da Silva, cuja defesa questionou Lava Jato sobre ‘a forma que será utilizada para a realização dos exames econômico-financeiros e, ainda, quais documentos serão utilizados para embasar a perícia’


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A Polícia Federal vai analisar se há compatibilidade entre os rendimentos declarados por Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e sua movimentação financeira. O delegado Márcio Adriano Anselmo, da força-tarefa da Operação Lava Jato, determinou a realização de perícias financeiras na documentação fiscal e bancária de Luis Cláudio, de seu irmão Fábio Luis, e de seus sócios Fernando Bittar e Jonas Suassuna – donos oficiais do sítio Santa Bárbara, de Atibaia (SP), que a Operação Lava Jato afirma ser do petista.
Em ofício à Polícia Federal, Luis Cláudio, por meio de seus advogados, pediu esclarecimentos sobre ‘a forma que será utilizada para a realização dos ditos exames econômico-financeiros e, ainda, quais documentos serão utilizados para embasar a perícia’.
“Não consta nos autos deste Inquérito Policial qualquer dado bancário/fiscal de Luis Cláudio Lula da Silva, tampouco existe qualquer decisão judicial de quebra de sigilo bancário/fiscal em desfavor do mesmo”, informa o ofício da defesa do filho de Lula, anexado aos autos na quarta-feira, 10.
Márcio Anselmo respondeu à defesa de Luis Cláudio um dia depois, seguindo a mesma linha de um despacho anterior do delegado, no qual pediu a perícia financeira. “Quanto ao requerido por Luís Cláudio Lula da Silva como transcrito pela defesa, trata-se simplesmente de análise pericial sobre movimentação bancária e fiscal, a fim de apontar se a mesma apresenta compatibilidade entre rendimentos declarados e movimentação financeira”, disse na quinta-feira, 11.
Lula é investigado em três inquéritos principais na força-tarefa da Lava Jato em Curitiba: um sobre a compra e reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), sobre compra e reforma do tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, e sobre recebimentos do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras e Eventos – do ex-presidente.
Perante a Justiça Federal em Brasília, o petista foi denunciado criminalmente há dez dias por tentativa de obstrução às investigações da Lava Jato, junto com o ex-senador e ex-líder do Governo no Senado Delcídio Amaral (ex-PT-sem partido/MS). Os dois são acusados de tentar comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, que fez delação premiada.
A Lava Jato considera ter elementos para apontar que o sítio e o tríplex, apesar de estarem registrados em nome de terceiros, eram de Lula – beneficiário de recursos de propina da Petrobrás. Para os delegados e procuradores, a compra e a reforma dos imóveis envolveram empreiteiras do cartel que fatiavam obras na Petrobrás, mediante pagamentos de propinas para

Conteúdo Estadão, editado pelos jornalistas Julia Affonso e Ricardo Brandt