Cavalos “de ouro” olímpicos voam de executiva e até “fazem amizade” no avião

Quase 300 cavalos viajaram para o Brasil para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Foram quase 12 horas de voo, mas nenhum deve ter reclamado. Os animais que participam da Olimpíada estão entre os mais caros do mundo e, por isso, recebem tratamento especial.


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Eles voam em aviões especialmente adaptados, como se fosse uma classe executiva para animais. A temperatura é controlada (17ºC), cada um voa com comida e água especial (alguns contam até com suco de maçã) e eles até “fazem amizade” durante as 11 horas e 46 minutos de voo.

“Existe uma preocupação muito grande com o local que cada cavalo vai ocupar no avião. Os garanhões, por exemplo, sempre entram na frente e ocupam a parte dianteira, para evitar o contato com as éguas. É como um jantar em família. Se você colocar duas tias que se odeiam lado a lado, o jantar vai ser horrível. No voo, fazemos a mesma coisa”, explica Martin Attock, ex-atleta da modalidade que gerencia as viagens dos animais olímpicos desde Los Angeles-1984.

Com o mapa de assentos preparado com tanto cuidado, os animais constroem uma relação próxima. Como cada baia de viagem aérea recebe dois cavalos, os parceiros criam uma ligação. Ao chegar em Deodoro, por exemplo, algumas duplas tiveram de ser levadas aos estábulos juntos. Um deles, separado do novo amigo, se recusou a entrar nas instalações brasileiras. Só aceitou quando o outro animal voltou e os dois puderam entrar juntos. “Cavalos são animais de manada. Se sentem bem um ao lado do outro”, diz Attock.
O voo não é a única preocupação. A empresa alemã que faz o transporte dos animais de Montreal-1976 trouxe ao Brasil caminhões especiais para levar a carga preciosa do aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, até o Centro Equestre de Deodoro. O percurso de 28 km foi feito em 42 minutos, lento e em ziguezague. “O caminho que fizemos foi recapeado, mas o serviço, e digo isso sem desrespeitar ninguém, não foi bem feito. Encontramos ondulações demais. Então, nós analisamos cada faixa do percurso e usamos aquela que eram mais macias para o caminho”.

Os animais chegaram em três grandes grupos. O maior tinha mais de 100 cavalos e envolveu mais de 20 carros, entre 11 caminhões de transporte, carros de apoio logístico e escolta armada do exército. “Fizemos o percurso de madrugada, para não prejudicar o trânsito e poder fazer o caminho que queríamos. Seria uma pena que um desses animais, depois de passar seis meses na Europa, mais 11 horas e 46 minutos no voo e três horas para passar na alfândega e checagem de documentos, se contundisse nos últimos 30km de viagem e ficasse de fora dos Jogos por causa de um buraco”.

Outra preocupação foi com a saúde dos animais. Desde janeiro, a organização dos Jogos Olímpicos criou uma zona de exclusão sanitária que envolvia o aeroporto do Galeão, o trecho a ser usado da Avenida Brasil e a área de Deodoro. Nenhum cavalo doméstico foi autorizado a entrar nessa área nos últimos oitos meses. A maior preocupação era com o Mormo, uma doença mortal para equinos causada por uma bactéria.

“Se não tivéssemos essa área de exclusão, um caso em São Paulo faria todo o Brasil ficar fechado para os cavalos da Europa ou dos Estados Unidos. Com ela, criamos uma zona segura que garante a realização dos Jogos”. Essa zona de exclusão fica ativa até outubro, 20 dias depois da conclusão dos Jogos Paraolímpicos.

Os cavalos, porém, deixam o Brasil bem antes disso. O primeiro grupo, animais de CCE (em que o mesmo cavalo disputa provas de saltos, adestramento e cross-country), já voltou para casa. A partir de terça, voltam a maioria dos de adestramento. Os cavalos de saltos ficam até o fim de semana – a modalidade tem provas até sexta-feira.

Conteúdo Uol, editado pelo jornalista O voo não é a única preocupação. A empresa alemã que faz o transporte dos animais de Montreal-1976 trouxe ao Brasil caminhões especiais para levar a carga preciosa do aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, até o Centro Equestre de Deodoro. O percurso de 28 km foi feito em 42 minutos, lento e em ziguezague. “O caminho que fizemos foi recapeado, mas o serviço, e digo isso sem desrespeitar ninguém, não foi bem feito. Encontramos ondulações demais. Então, nós analisamos cada faixa do percurso e usamos aquela que eram mais macias para o caminho”.

Os animais chegaram em três grandes grupos. O maior tinha mais de 100 cavalos e envolveu mais de 20 carros, entre 11 caminhões de transporte, carros de apoio logístico e escolta armada do exército. “Fizemos o percurso de madrugada, para não prejudicar o trânsito e poder fazer o caminho que queríamos. Seria uma pena que um desses animais, depois de passar seis meses na Europa, mais 11 horas e 46 minutos no voo e três horas para passar na alfândega e checagem de documentos, se contundisse nos últimos 30km de viagem e ficasse de fora dos Jogos por causa de um buraco”.

Outra preocupação foi com a saúde dos animais. Desde janeiro, a organização dos Jogos Olímpicos criou uma zona de exclusão sanitária que envolvia o aeroporto do Galeão, o trecho a ser usado da Avenida Brasil e a área de Deodoro. Nenhum cavalo doméstico foi autorizado a entrar nessa área nos últimos oitos meses. A maior preocupação era com o Mormo, uma doença mortal para equinos causada por uma bactéria.

“Se não tivéssemos essa área de exclusão, um caso em São Paulo faria todo o Brasil ficar fechado para os cavalos da Europa ou dos Estados Unidos. Com ela, criamos uma zona segura que garante a realização dos Jogos”. Essa zona de exclusão fica ativa até outubro, 20 dias depois da conclusão dos Jogos Paraolímpicos.

Os cavalos, porém, deixam o Brasil bem antes disso. O primeiro grupo, animais de CCE (em que o mesmo cavalo disputa provas de saltos, adestramento e cross-country), já voltou para casa. A partir de terça, voltam a maioria dos de adestramento. Os cavalos de saltos ficam até o fim de semana – a modalidade tem provas até sexta-feira.

Conteúdo UOL, editado peo jornalista Bruno Doro

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