Capitão do Exército detido como espião é matéria em jornais internacionais

Apontado como infiltrado num grupo de manifestantes anti-Temer que acabou preso em uma ação polêmica da Polícia Militar no domingo passado, antes do início da manifestação contra Temer, Willian Pina Botelho, que se apresentava nas redes com o nome de Balta Nunes, é capitão do Exército. O Conteúdo é do jornal El País.


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A revelação foi publicada pelo site do jornal El País, que conversou com um conhecido do militar, que não quis se identificar. Um grupo de 26 pessoas, incluindo vários adolescentes, foi preso antes do início da manifestação. A Justiça soltou os jovens na segunda-feira 5 e considerou a prisão ilegal. O Ministério Público irá investigar a ação e o tenente-coronel responsável por atuar nas manifestações, Henrique Motta, foi afastado do cargo.

Três dias depois de ser questionada, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo informou nesta quinta-feira que o capitão do Exército Willian Botelho, apontado como infiltrado em um grupo de manifestantes na capital, não foi detido, à diferença de todos a quem ele acompanhava rumo a um ato contra o Governo Temer no domingo dia 4. O motivo, segundo nota da secretaria, é que “não foram encontrados indícios de seu envolvimento em ações ilícitas”. Botelho, que se apresentava com o nome de Balta Nunes nas redes, é ligado à área de inteligência do Exército, que desde sábado afirmou que apura as “circunstâncias” da presença do militar entres os manifestantes.

Ainda sob o pseudônimo de Balta Nunes, Botelho afirmou por meio das redes sociais que havia sido levado para outra delegacia, porque portava um documento falso. Disse também que nesta delegacia, que ele afirmou não se lembrar onde fica, ele pagou 1.200 reais para o delegado que o liberou em seguida. Enquanto isso, todos revistados ao seu lado foram encaminhados para a Delegacia de Investigações Criminais (Deic), onde ficaram por quase 24 horas.

O Governo Alckmin nega saber de qualquer operação de inteligência e monitoramento envolvendo o oficial, mas a resposta tardia em relação ao paradeiro de Botelho não convence ativistas que acompanham o caso. A informação de que não houve detenção do militar, que aparece em imagens sendo revistado com um grupo de 21 manifestantes que seria preso momentos depois, contradiz o que próprio Botelho disse logo depois da abordagem.

Ainda sob o pseudônimo de Balta Nunes, Botelho afirmou por meio das redes sociais que havia sido levado para outra delegacia, porque portava um documento falso. Disse também que nesta delegacia, que ele afirmou não se lembrar onde fica, ele pagou 1.200 reais para o delegado que o liberou em seguida. Enquanto isso, todos revistados ao seu lado foram encaminhados para a Delegacia de Investigações Criminais (Deic), onde ficaram por quase 24 horas.

“Com este indivíduo não foi encontrado nenhum material, sendo certo também que não se enquadrava do mesmo perfil daqueles que portavam os objetos apreendidos”, dizia a nota, enviada três dias após o questionamento da reportagem.balta

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