lula mantega e palocci

Cai a máscara do “pobre” Antonio Palocci

De nada adiantou a choradeira do advogado de Antonio Palocci. Seus argumentos de que o Juiz Sérgio Moro agiu de forma precipitada e até mesmo radical em decretar a prisão preventiva do ex-Ministro da Fazenda e chefe da Casa Civil começa a perdeu “fôlego”. Na medida em que as investigações das equipes de investigação da Lava Jato avançam, mais indícios surgem. Definitivamente “a cada enxadada, surgem mais minhocas” na vida de Antonio Palocci.


Este conteúdo é produzido por CristalVox. Apoie nosso trabalho curtindo nossa página

Moro já vê ‘indícios’ de lavagem de dinheiro por Palocci. Ao autorizar mais 15 dias para a PF concluir investigação sobre empresa de consultoria do ex-ministro dos governos Lula e Dilma, juiz da Lava Jato destaca importância de ‘melhor análise’ de documentação apreendida na Omertà.  A matéria está publicada no Estado de São Paulo e está assinada pelos jornalistas  Mateus Coutinho, Julia Affonso e Ricardo Brandt

O juiz Sérgio Moro deu mais 15 dias para a Polícia Federal investigar a Projeto, empresa de consultoria do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) que a Lava Jato suspeita ter sido utilizada para lavar dinheiro de propina que ele teria recebido da Odebrecht para favorecer a empreiteira no governo federal.

Em despacho desta segunda-feira, 10, dia que venceu o prazo inicial do inquérito, o juiz da Lava Jato apontou que já existem provas de crimes e indícios de que Palocci teria envolvimento.
“Apesar das provas já referidas na decisão em questão, apontando provas de materialidade de crimes e indícios de autoria em relação ao investigado, afigura-se salutar conceder mais tempo à Polícia Federal para melhor análise do material apreendido”, assinalou Moro ao entender que o grande volume de documentos apreendidos pela PF na Operação Omertà, deflagrada em 26 de setembro, demanda mais tempo para ser analisado.

Palocci também é alvo de investigações em pelo menos outras três frentes da Lava Jato, sendo dois inquéritos em Curitiba e um no Supremo Tribunal Federal, que apura o envolvimento dele e de outras dezenas de políticos por suspeita de formação de quadrilha no esquema de corrupção na Petrobrás.

Um dos ministros mais poderosos dos governos petistas, ao lado de José Dirceu – preso desde agosto de 2015 e já condenado na Lava Jato – Palocci foi preso temporariamente na Operação Omertà, sob suspeita de ser o elo da Odebrecht com o PT, tendo atuado supostamente para favorecer a empreiteira em diversas situações em troca de dinheiro para ele para o partido – o que é rechaçado pela defesa do petista.

A suspeita é que a Odebrecht teria repassado ao ex-ministro e ao PT R$128 milhões e, por isso, o juiz da Lava Jato determinou o bloqueio de bens de todos os investigados neste valor.

O sequestro alcançou a Projeto, que teve R$ 30 milhões congelados. Na semana passada, a defesa do ex-ministro pediu a liberação de R$ 79,3 mil das contas da empresa, referentes ao pagamento de despesas como impostos, salários e vale transporte para os funcionários.

Palocci foi ministro da Fazenda entre 1 de janeiro de 2003 a 27 de março de 2006 durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assumiu o mandato de deputado federal em 1.º de fevereiro de 2007, licenciando-se, a partir de 1 de janeiro de 2011, para ser ministro-chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato da ex-presidente Dilma. Ficou no cargo até 7 de junho de 2011.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA JOSÉ ROBERTO BATOCHIO, DEFENSOR DO EX-MINISTRO ANTONIO PALOCCI:

O criminalista José Roberto Batochio, que defende Palocci, afirma que o ex-ministro nunca recebeu valores ilícitos. Segundo Batochio, as suspeitas contra o petista não passam de suposições dos investigadores sem lastro em provas.

Ao analisar o despacho de Moro prorrogando o inquérito por mais 15 dias, Batochio disse que considera ‘um equívoco’ a interpretação de que o juiz federal aponta, em seu despacho, ‘existência de provas da materialidade e indícios de autoria’.

“Não entendo que ele (Moro) tenha declarado isso, seria um prejulgamento. Acho que essa interpretação está equivocada. O que o juiz quer dizer é que prorrogou o prazo do inquérito porque a polícia está investigando prova da materialidade e indícios de autoria. O que ele quer dizer é que o inquérito está dentro dos parâmetros normais. Isso não significa nenhuma antecipação de conclusão, nem seria o caso de o juiz fazer isso. Um despacho de rotina.”