A Carta da Presidenta que pede clemência a senadores

“Dilma não esconde “sentir pena” de Eduardo Cunha, ao dizer: ” porque a pessoa que acha que o mal é banal, vive num total desalento. Trabalha na câmara de gás, num campo de concentração, e volta para casa, uma casa florida e beija seus filhos”


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O ocaso de uma personagem estranha ao cenário político se desenha de forma melancólica. Dilma Roussef já está na quinta versão da carta que encaminhará ao Senado da República pedindo “clemência”.

Suas recentes declarações mostram sua total desconexão com o mundo real.  A amargura e o sentimento de traição são companheiros do seu isolamento no Palácio da Alvorada. Dilma vai passar, como passarão suas idéias já fora do contexto político que está a enfrentar.

–  Um dos itens da mensagem  que entregará aos 81 senadores, diz: “Darei apoio integral à iniciativa de um plebiscito, com o objetivo de definir a realização de novas eleições e a reforma política no país”.

–  Insiste na idéia do plebiscito: “Que o povo se manifeste, não só através de pesquisas de opinião, mas por meio do voto popular sobre a antecipação das eleições e reforma política.”

–  Alfineta o PT:  “O Partido dos Trabalhadores precisa passar por uma “grande transformação em que reconheça todos os seus erros”, afirmou a presidente afastada na entrevista concedida para a revista “Forum”, dia 02.

– Agora, já na condição de cientista política, Dilma diz que o cenário político mostra um deslocamento de forças em direção do centrão e reconhece Eduardo Cunha como líder desse grupo. Insinua que “Temer nunca controlou nada“.  O comandante sempre foi Cunha.

– Sobre Eduardo Cunha, a presidente afastada comenta: ” Cunha tem “tentáculos” na Câmara. Sabe muito sobre a cúpula dos novos condôminos do Planalto. “Teriam de tirar ele de cena para tirar a influência dele”.  Não esconde “sentir pena” de Eduardo Cunha, ao dizer: ” porque a pessoa que acha que o mal é banal, vive num total desalento. Trabalha na câmara de gás, num campo de concentração, e volta para casa, uma casa florida e beija seus filhos”. – descrição da escritora alemã Hannah Arend

Conteúdo Folha e Cristalvox

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