A “agonia” e o “ocaso” de Lula e do PT

“Com as perdas do PT (Partido dos Trabalhadores) em todo o país, fica a dúvida sobre uma possível candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e sobre quem poderá herdar o capital eleitoral que ele venha a deixar.”


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O blogueiro do UOL Josias de Souza diz que não é mais viável que Lula enfrente a disputa pelo PT.

“É muito cedo para a gente dizer quem vai ser candidato forte em 2018. O Lula não é mais candidato ou não reúne mais condições para ser o candidato do PT em 2018, e você tem a Lava Jato, que fez com que o noticiário político migrasse da editoria de política para a editoria de polícia, e agora vai migrando gradativamente para aquela seção do jornal onde são publicados os avisos fúnebres. Algumas candidaturas já estão mortas, a candidatura do Lula está morta”, afirma.




O cientista político do Insper Carlos Melo concorda: “as condições do ex-presidente Lula são muito complicadas para que ele possa vir a ser candidato. Mas quem herda esse contingente de votos do Lula?”, questiona.

É bem difícil, os dois afirmam, estabelecer quem poderia obter vantagens com uma não candidatura do petista. O cenário, por enquanto, apresenta muitas dúvidas. E uma delas é que leva tempo para construir uma trajetória como a do ex-presidente.

“O Lula disputa uma eleição em 1982, perde, disputa eleição em 1989, 1994, 1998…, ele vai ganhar 20 anos depois. Para o PT chegar ao poder nacional, são 20 anos de trajetória. No caso do PSOL, nós temos a primeira aparição –e ainda localizada– na cidade do Rio de Janeiro. Imaginar que agora toda aquela base eleitoral do PT vá para o PSOL, acho que é precipitação”, diz Melo.

Ainda é cedo para avaliar quem teria condições de herdar um espólio do PT também na opinião do blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto, para quem o partido ainda poderá lançar em 2018 seus grandes nomes tradicionais.

“Aqui em São Paulo, tivemos o Eduardo Suplicy como o mais votado da Câmara de Vereadores. É cedo para decretar a falência do PT”, afirma.

Mas lideranças regionais que despontam agora podem representar futuros refúgios desses eleitores, avalia.

“No Ceará, a família Gomes mantém o seu poder sobre Fortaleza. Flávio Dino, no Maranhão, consolida a vitória de um aliado na capital, São Luís, com mais prefeituras do que o Sarney no Estado. O próprio Marcelo Freixo, no Rio de Janeiro, com o PSOL elegendo a segunda maior bancada no Rio.”

Conteúdo Uol, assinado pela jornalista Gabriela Fujita

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