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Tudo na Suíça: Odebrecht depositava propina para políticos corruptos na Europa

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Aquela    velha e   batida    conversa   de   que “TODAS AS DOAÇÕES FORAM LEGAIS E CONTABILIZADAS NAS  PRESTAÇÃO  DE CONTAS  DO  PARTIDO  OU CANDIDATO E APROVADAS PELA JUSTIÇA ELEITORAL”   caíu  por   terra.      Seu   conteúdo  serviu de combustível” para que os investigadores da Lava Jato passassem a desconfiar dos argumentos não tão sinceros…
BINGO! Delator preso em Genebra guardava tudo em seu computador… Resultado: Além de chorar pelo sequestro do dinheiro “afanado”, processo penal lá e aqui… Cadeia na certa!
Planilhas, um laptop, celulares e documentos confiscados pelo Ministério Público da Suíça confirmam que a Odebrecht usou seu caixa 2 para enviar “milhões de dólares” para o financiamento de campanhas eleitorais no Brasil em 2010 e 2014. O material era do executivo Fernando Miggliaccio, preso em Genebra em fevereiro de 2016. 
De acordo com as planilhas apreendidas, os pagamentos chegaram a ter um calendário, com transferências semanais aos beneficiados – que incluiria financiamento para a campanha da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, em 2014. O material pode ser considerado “crucial” para as investigações no Brasil e apontariam para um pagamento “regular” por parte da construtora para partidos e políticos nacionais, em troca de favores. 
Em documentos do Ministério Público de Berna, a conclusão é de que foram feitos “pagamentos em contas suíças para o financiamento de campanhas políticas no Brasil”. Os partidos e os nomes dos políticos, porém, não foram revelados. Mas pessoas que já tiveram acesso ao material confirmam que os pagamentos atendiam “a todos os grupos”. 
Miggliaccio era um dos responsáveis pelo Departamento de Operações Estruturadas, o setor de propinas da empreiteira. 
A reportagem apurou que, no início de 2016, Miggliaccio viajou para a Suíça, diante da iminente prisão de pessoas que eram consideradas “fundamentais” e que poderiam revelar detalhes de como funcionava o financiamento ilegal de campanhas. 
O executivo conseguiu apagar parte substancial de um servidor que a Odebrecht mantinha na Suíça, onde estocava dados sobre o pagamento de propinas em todo o mundo. 
Miggliaccio acabou detido e, em meados do ano, aceitou cooperar. Em seu compromisso, ele também aceitou entregar todos os dados, que ainda estão de posse dos suíços. A Procuradoria-Geral da República já fez pedido para reaver o material.
Conteúdo Diário do Poder 

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