Preso da Lava Jato recebia propina na cadeia da Polícia Federal

O lobista Fernando Baiano admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht lhe pagou R$ 550 mil, em duas parcelas, enquanto ele estava preso. Ele passou quase um ano detido entre 2014 e 2015, em Curitiba, base da Operação Lava Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo Baiano, um dos operadores de propina no esquema de corrupção instalado na Petrobras, o pagamento foi feito por uma ‘consultoria lícita’ sobre uma refinaria de em Angola.


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Ele declarou que em 2009 foi procurado por Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira para que indicasse uma empresa possivelmente interessada em um projeto em Angola. Segundo Baiano, a consultoria Cezar Tavares havia sido contratada pela Sonangol, no país africano, para desenvolver novos negócios.

“A consultoria passou a procurar parceiros brasileiros para a construção de obras na refinaria de Lobito e pediu que indicasse alguém; que, então, o declarante entendeu por bem indicar a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, que tinham mais atuação em Angola; que a consultoria acabou optando por escolher a Odebrecht; pelo que foi informado ao declarante, a ideia de Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira era ajudar a Odebrecht a montar uma proposta técnica para vencer a concorrência para algumas obras na refinaria”, relatou.

O operador de propinas afirmou que Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira disseram que, por estarem mais próximos à Sonangol, poderiam ajudar a Odebrecht a conseguir contratos na refinaria.

Fernando Baiano diz que falou com o então diretor da Odebrecht Rogério Araújo – sobre outras obras -, para aproximar a empreiteira de da Cezar Tavares Consultoria.

Rogério Araújo foi preso na Lava Jato em 19 de junho do ano passado. O executivo ficou preso até abril, quando foi para regime domiciliar por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Com informações da Agência Estado e Diário do Poder