Marmita, água e bandeira. Manifestantes ganham kit para ato pró-Dilma

Mais de 100 ônibus com caravanas vindas de várias partes do país já chegaram ao estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde será a concentração da Marcha em Defesa da Democracia. Forças de segurança estão em alerta máximo. A matéria reproduzida pelo cristalvox.com é assinada por Pedro Alves do site Metrópoles – http://www.metropoles.com/


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Com a tarefa de levar às ruas da capital do país pelo menos 100 mil pessoas nesta quinta-feira (31/3), mesmo número registrado no protesto contra o governo Dilma Rousseff no último dia 13, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o PT e entidades que representam os movimentos sociais investiram pesado. Bandeiras, garrafas de água, bonés e quentinhas estão sendo distribuídas aos manifestantes que vão participar da Marcha Nacional a Favor da Democracia, prevista para começar às 14h. No estacionamento do estádio Mané Garrincha, onde está marcada a concentração, mais de 100 ônibus vindos de vários lugares do país já chegaram.

Em barracas montadas, trabalhadores distribuem o kit-manifestação: água e bandeiras. Em caminhões, as marmitas são entregues de graça aos manifestantes. Alguns admitem que receberam R$ 30 a título de “ajuda de custo” para vir a Brasília. Enquanto as quentinhas eram distribuídas para alguns, outros usavam o gramado para assar frango e carne. “Nós fizemos uma vaquinha e estamos aqui para apoiar o governo da Dilma”, garantiu um grupo que veio da Bahia.
Um dos organizadores destacou que a distribuição de bandeiras e água é comum. Para ele, o importante é que as pessoas estão participando espontaneamente. É o caso de Sérgio Borges, 33 anos, que veio de Campo dos Goytacazes (RJ) para participar do ato. “Nossa manifestação é a favor da democracia e contra a tentativa de golpe articulada por um setor que não aceita a derrota nas urnas nas eleições de 2014. Admito que o governo precisa rever algumas políticas, mas a democracia deve ser respeitada em primeiro lugar”, afirma.
Já o estudante Iago Nunes, 20 anos, saiu de Uberlândia e enfrentou dez horas de viagem para fazer parte do protesto desta quinta (31). Ele afirma que o tempo no ônibus, no entanto, não diminuiu sua vontade de estar presente no ato: “Discutir política pela internet não é ser um cidadão político. Viemos mostrar que somos politizados e que a mudança não deve ser apenas no governo mas também na população”.

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