Sebastião Melo assume cargo de Prefeito em exercício durante época de férias

Justiça Eleitoral faz “visita” ao comitê SECRETO de Sebastião Melo

Na tarde de ontem, sábado, dia 15 de outubro, Oficias de Justiça, sob ordem do Juiz Eleitoral da 113ª Zona Eleitoral,  realizaram diligência na Rua Riachuelo,  em Porto Alegre, onde funcionaria um comitê de campanha do candidato Sebastião Melo(PMDB) que não teria sido declarado à Justiça Eleitoral.


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Durante a operação, foi comprovado que o local era utilizado para o gerenciamento das redes sociais de Sebastião Melo. O fato só comprovou as demandas do candidato do PSDB, Nelson Marchezan que apontava o local como sendo o “bucker” de onde partiam ataques pessoais, via internet,  contra sua candidatura.

O PMDB, por meio de uma nota oficial,  publicada na internet, não nega o objetivo da diligência judicial. Confirma que o espaço pertence ao Partido. Porém, condena a presença dos advogados que representam a coligação de Nelson Marchezan no acompanhamento aos oficiais de justiça. Definem o trabalho dos advogados como sendo uma  ” ação sórdida, truculenta, antidemocrática e ilegal da candidatura de Nelson Marchezan Júnior.”

Claro que a nota não foi produzida por advogados. Se a fosse, jamais teriam escrito tal absurdo. O processo eleitoral é transparente, público e os autores da denúncia tem o direito de acompanhar os atos processuais e diligências. Não há vedação legal,  nem moral para tal.

Agora, o processo vai andar. Ips e DNS são rasteáveis. Se comprovada a denúncia, certamente os responsáveis pelo gerenciamento do sistema serão objeto de investigação e comprovada a autoria, punidos.

Eis a nota do PMDB divulgada na Internet

“Repúdio à invasão de profissionais contratados pela campanha de Nelson Marchezan Júnior à sede do PMDB, na tarde de sábado, 15 de Outubro de 2016.
O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que integra a Coligação Abraçando Porto Alegre, dos candidatos Sebastião Melo e Juliana Brizola, denuncia a ação sórdida, truculenta, antidemocrática e ilegal da candidatura de Nelson Marchezan Júnior, registrada na tarde deste sábado (15).
Durante averiguação judicial na sede municipal do PMDB (Rua Riachuelo, 421, Centro Histórico), feita a pedido da aliança que sustenta a candidatura de Nelson Marchezan Júnior, a advogada da referida candidatura e um fotógrafo que não se identificou tiraram proveito da ordem judicial. De forma ilegal, o fotógrafo invadiu a sede que pertence ao PMDB há mais de 30 anos, percorreu os dois pisos da casa e fez registros de imagem. A advogada representante do candidato Nelson Marchezan Júnior, por sua vez, foi flagrada por testemunhas presentes ao episódio também captando imagens e vasculhando materiais pertencentes ao PMDB, agindo de maneira afrontosamente ilegal, desrespeitando a presença da oficial de Justiça.
Diante do conjunto de ilegalidades, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro notificou a Justiça Eleitoral (113ª Zona), ainda na tarde deste sábado, sobre a gravidade dos atos abusivos e truculentos de responsabilidade da candidatura de Nelson Marchezan Júnior, que remontam a um obscuro período em que o Brasil viveu sob um regime de exceção. O PMDB salienta ainda que prontamente respeitou a ordem judicial – como convém às instituições democráticas –, mas condena o ato oportunista de profissionais contratados pela candidatura de Nelson Marchezan Júnior.
Além disso, o PMDB está marcando audiência, nesta segunda-feira (17), com as autoridades da Justiça Eleitoral para registrar sua indignação com a má-fé dos representantes da campanha de Nelson Marchezan Júnior que agiram com clara intenção de violar a privacidade com objetivos eleitorais.”