Juiz Marcelo Bretas manda sócio da Engevix para prisão domiciliar

José Antunes Sobrinho negocia delação premiada com o Ministério Público Federal – SAMANTHA LIMA – Época – foto Ailton de Freitas


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O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, autorizou na segunda-feira (9) a ida do sócio da Engevix José Antunes Sobrinho para a prisão domiciliar. Réu na ação penal sobre supostos desvios nas obras da Eletronuclear, ele estava preso preventivamente na carceragem da Polícia Federal de Curitiba e deverá seguir para sua casa, em Florianópolis, de acordo com seu advogado, Carlos Kauffmann.

Sobrinho foi preso em setembro do ano passado, na 19ª fase da Operação Lava Jato, segundo os procuradores da força tarefa, por ter procurado envolvidos nas investigações com objetivo de combinar versões em depoimentos. Ele chegou a ser solto em dezembro, depois de concedido um habeas corpus, mas voltou à carceragem em março, quando a liminar foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da Segunda Região. De acordo com os desembargadores, sua volta à prisão, na época, era fundamental para garantir “a ordem pública”.

A ação penal que investiga desvios na Eletronuclear é a única que foi remetida para o Rio, por determinação do Supremo Tribunal Federal. De todos os réus nessa ação penal, apenas Sobrinho permanecia em prisão preventiva. Os demais passaram para a domiciliar. Réus ligados à construtora Andrade Gutierrez fecharam acordos de delação premiada em março.

Sobrinho está em negociação para fechar acordo de delação premiada. Conforme revelou ÉPOCA, em sua proposta encaminhada ao Ministério Público Federal, ele indicou episódios envolvendo nomes dos senadores Renan Calheiros, o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara suspenso, Eduardo Cunha, a ex-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e promete detalhar esquemas de propinas em Furnas, Caixa Econômica, Petrobras, Eletrobras, Infraero e nas obras da hidrelétrica de Belo Monte.

A prisão vinha sendo mantida em atendimento à posição do Ministério Público Federal, que continuava demonstrando preocupação de risco “à ordem pública”, caso Sobrinho fosse solto. Nas audiências relacionadas ao Eletrolão, o advogado de Sobrinho, Carlos Kauffmann, vinha pedindo reiteradas vezes para que a decisão fosse revista, alegando que não havia perigo de ele praticar algum ato que pusesse em risco o andamento do caso.

Terminada a fase das audiências, Bretas decidiu rever a prisão preventiva. Em seu despacho, publicado hoje, o juiz disse que o não fechamento do acordo de delação “não é obstáculo à substituição da custódia preventiva”.
http://epoca.globo.com/tempo/expresso/noticia/2016/05/juiz-marcelo-bretas-manda-socio-da-engevix-para-prisao-domiciliar.html

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