JUCÁ MENTE PARA TEMER: O PASSADO SUJO, CONDENA!

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (20) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ministro do Planejamento, Romero Jucá, dentro de investigação sobre suposto desvio de verbas federais em obras municipais.


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Em entrevista nesta sexta-feira (20), durante o anúncio da proposta de meta fiscal do governo, Jucá afirmou que não é demérito ser investigado e se disse “muito tranquilo”.

“Estou muito tranquilo quanto a qualquer investigação. Fiz questão de prestar informações ao Ministério Público Federal. Estamos em uma democracia. Qualquer servidor público pode ser investigado. Não é demérito ser investigado, demérito é ser condenado. Não tenho nenhuma relação sobre essas questões colocadas. Estou muito tranquilo. Se não estivesse não teria assumido a presidência do PMDB e comprado a briga do impeachment da presidente Dilma. Fiz isso ciente dos ataques que iria receber”, declarou.

O inquérito aponta que Jucá, como senador, elaborava emendas parlamentares (verbas inseridas no Orçamento por deputados e senadores) direcionando recursos federais para o município de Cantá (RR).

A Procuradoria Geral da República diz ter evidências de que o prefeito da cidade na época dos fatos, Paulo Peixoto, teria realizado licitações superfaturadas e repassado a Jucá parte das verbas, a título de comissão pela apresentação das emendas.

“O afastamento da garantia mostra-se imprescindível à elucidação dos fatos, consideradas as nuances do esquema delituoso”, escreveu Marco Aurélio na decisão que autoriza a quebra dos sigilos.
Conteúdo G1

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