Homens chegam a receber 234 vezes mais que mulheres no esporte

Campeãs do Mundial de 2015, as americanas receberam US$ 2 milhões em premiação. Já os homens, eliminados nas oitavas na Copa-2014, ganharam US$ 9 milhões


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Bons resultados nem sempre são decisivos para definir quem ganha mais — ao menos quando se compara a premiação entre homens e mulheres no esporte. Na última temporada das principais modalidades, as mulheres com desempenho superior ao dos homens ainda faturaram muito menos do que eles. Em levantamento feito pelo Correio, que compara os salários mais altos de cinco esportes, o atleta mais bem pago chega a receber até 234 vezes mais que uma competidora na mesma posição.

Se o pagamento igualitário não é garantido com a entrega de resultados, vira questão de Justiça. Na tentativa de exigir salários paritários, a goleira Hope Solo e a atacante Alex Morgan, com as companheiras Carli Lloyd, Megan Rapinoe e Rebecca Sauerbrunn — cinco das principais jogadoras da seleção feminina de futebol dos Estados Unidos —, entraram ontem com uma ação contra a entidade responsável pela modalidade no país.




Campeã do Mundial do ano passado no Canadá, a seleção feminina recebeu um total de US$ 2 milhões, enquanto os homens faturaram US$ 9 milhões no Brasil na Copa-2014, mesmo sendo eliminados nas oitavas de final. Nos Estados Unidos, elas ainda são unanimidade no esporte olímpico — já levaram o ouro duas vezes e aparecem como favoritas na Rio-2016.

A diferença nas premiações norte-americanas não é exclusividade das grandes competições. Pela seleção, um jogador pode receber até US$ 17,6 mil por uma vitória num amistoso. Em caso de derrota, recebe US$ 5 mil. Por uma partida similar, uma jogadora ganha US$ 1,3 mil somente em caso de triunfo — não há bônus para derrotas ou empates.

Nem o argumento da popularidade justifica tamanha disparidade. A média de público das duas seleções é similar — por volta de 30 mil pessoas por partida em 2015 — e tem igual apelo de espectadores pela televisão.

O problema não é só no futebol feminino dos Estados Unidos. Cinco vezes melhores do mundo, Marta e Messi têm contas bancárias muito diferentes. Ao faturar US$ 26 milhões por temporada, o argentino ganha 65 vezes mais que a brasileira, que leva US$ 400 mil anuais para atuar na Suécia.

grfico homens e mulheres

Conteúdo Correio Brasiliense, editado pela jornalista Gabriela Ribeiro

http://www.df.superesportes.com.br/app/19,66/2016/04/01/noticia_maisesportes,60693/homens-podem-receber-200-vezes-mais-que-mulheres-no-esporte.shtml

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