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GOVERNO SARTORI, UM GOVERNO COMPLETAMENTE INCOMPETENTE, INÚTIL, SEM INICIATIVA, por Vitor Vieira

Até a metade deste ano, o governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PMDB), atrasará um mês de salário. É que, agora, para pagar o salário de março, Sartori já está pegando quase todo o dinheiro que será arrecadado durante o mês de abril. Quando chegar à metade do ano, um mês já terá acavalado sobre o outro. Aí será atraso mesmo, e dos gigantescos. Isso gera um gigantesco prejuízo para os funcionários públicos, que pagam multas em todos os seus compromissos, no aluguel, no condomínio, na conta de luz, da água, da TV a cabo, dos impostos. Enfim, é um inferno. Já tem empresário morrendo por causa dos calotes nos pagamentos de Sartori, como aconteceu em Canoas.


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Sartori já é uma reedição de Zélia Cardoso de Melo, aquela ministra da Fazenda, do governo Collor, que bloqueou toda a poupança dos brasileiros. Muitos se mataram porque ficaram sem dinheiro. O governador gaúcho José Ivo Sartori é um caso clássico de político ignorante (no sentido lato da palavra) e turrão, daqueles que encosta em um moirão de cerca e garante: “Daqui ninguém me tira”. Ele foi avisado (é verdade que por poucas pessoas, eu fui uma delas) que acreditar no aumento dos impostos como saída para a gigantesca crise das finanças públicas era uma tremenda imbecilidade, que isso não ia dar resultado. Bingo, não deu outra, Mas, o PMDB do Rio Grande do Sul, que já está em seu quarto governo desde a redemocratização, insiste em atribuir sempre a condução econômico-financeira do Estado do Rio Grande do Sul aos fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda. Esses caras são uns atrasados, limitados, que só entendem do Manual do ICMS e de aumento de alíquotas.

O PMDB nunca foi capaz de apresentar um projeto de desenvolvimento para o Estado do Rio Grande do Sul, e muito menos ainda um plano de saneamento das finanças públicas. É um partido inútil, preguiçoso, que se limita a atender as reivindicações corporativas. Mas, agora a crise chegou mesmo, o déficit das contas públicas aumenta de maneira desordenada a cada mês, e vai chegar logo o momento em que não haverá dinheiro para nada. É evidente que chegou o momento para uma reformulação geral do Estado, com a aplicação de um vigoroso processo de desestatização e diminuição do aparelho público. Sabem quando o PMDB apresentará isso à sociedade gaúcha? Nunca, ao menos não enquanto o partido for dominado por essa nomenklatura geriátrica, atrasada, retrógrada. E todos os gaúchos seguirão pagamento com sofrimento inútil por isso. Mas, agora, Sartori corre o risco de acabar sofrendo um processo de impeachment. Se isto ocorrer, levará consigo uma enorme curriola de inúteis, a começar por marqueteiros que nada diferem daqueles da Bahia.

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