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Gilmar Mendes concede prisão domiciliar a Adriana Ancelmo

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Adriana Ancelmo

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da defesa da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo e converteu a prisão preventiva dela em prisão domiciliar. Ela foi levada novamente para a cadeia em 23 de novembro. Até então, Adriana estava autorizada a ficar em casa para cuidar dos filhos. Na avaliação da defesa, a volta para a prisão foi uma medida “desnecessária e sobejamente desproporcional”.

“No presente caso, a condição financeira privilegiada da paciente não pode ser usada em seu desfavor. Observo que o crime supostamente praticado pela paciente, muito embora grave, não envolve violência ou grave ameaça à pessoa. A paciente esteve por meses em prisão domiciliar, sem violar as regras estabelecidas pelo Juízo. A sentença reconheceu a desnecessidade de um regime mais rigoroso”, decidiu Gilmar Mendes.

Segundo a defesa, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Adriana “descreveu fatos que teriam ocorrido em 2014 e 2015, não se podendo inferir, assim, que a ordem pública correria qualquer perigo hoje, com a liberdade de Adriana, estando seu companheiro preso, juntamente com outros ex-funcionários públicos”.

É uma referência ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, com quem ela é casada. Assim como Adriana, Cabral é um dos alvos da Lava-Jato no Rio. “Não há, portanto, o referido risco de continuidade delitiva”, conclui a defesa.

“Além disso, Adriana foi ouvida pela Polícia Federal, respondeu às indagações e colocou-se à disposição para quaisquer outros esclarecimentos, demonstrando conduta compatível com a daquele que quer colaborar com a investigação”, acrescentaram os advogados. A defesa destacou ainda que ela já ficou oito meses em prisão domiciliar, nunca atrapalhando as investigações.

Em nota, a defesa de Adriana Ancelmo afirma que “o STF deu uma grande lição a alguns Magistrados do Rio de Janeiro. Juiz que não tem compaixão não pode julgar seu semelhante”.

Conteúdo Globo/Veja/Estadão

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