Gerdau, o poderoso empresário que sempre “levou vantagem’!

Polícia Federal diz que Jucá mudou medida provisória a pedido de Gerdau, é o que informa a Folha.  Nenhuma novidade na informação. O Cristalvox já vem tratando do assunto “GERDAU” tem um par de meses. Esse “arauto” da moralidade e do “”mecenato” na política brasileira sempre se aproximou do ESTADO com uma única finalidade: Encontrar formas e “atalhos” para fazer uso da Lei de Gerson… levar vantagem.  Grandes finaciamentos com dinheiro público muito barato,  fizeram da sua trajetória, sempre ao lado dos poderosos, não importanto se de direita ou esquerda, um operador digno de um grande “cappo”.  Gerdau nunca se importou com os pobres. Cavalos de raça, autódromos, ressorts duvidosos, restaurantes serviram de “cortinas” para encobrir sua verdadeira vocação… se locupletar de um estado burro”, dirigido por “burros” e sustentado por “inocentes úteis” que ainda não  se “tocaram” da sua periculosidade.


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Um relatório da Polícia Federal produzido durante a Operação Zelotes indica que o senador e ex-ministro (Planejamento) Romero Jucá (PMDB-RR) alterou o conteúdo de uma medida provisória a mando do presidente do Conselho de Administração do grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johhanpeter.

Trata-se da MP 627 de 2013, que tratava da tributação do lucro das multinacionais no exterior e da qual Jucá era relator-revisor. O texto foi aprovado pelo Congresso e sancionado pela presidência da República com ao menos uma alteração sugerida pela Gerdau.




Para a PF, o material “indica possíveis práticas consubstanciadas na negociação ilegal de emendas A medidas provisórias […], tendo como contraprestação doações eleitorais, com elementos que apontam para a participação de condutas (em tese, criminosas)” de Jucá e dos deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE).

A troca de e-mails começou no dia 27 de fevereiro de 2014, dois meses antes de a MP ser aprovada pelo Congresso. Naquela data, o gabinete do senador enviou a Gerdau uma mensagem com um trecho da MP. O executivo encaminhou o e-mail ao seu consultor jurídico e recebeu o que, segundo a PF, era a minuta da resposta a Jucá.

Nela, o assessor acrescentou outro parágrafo e disse que o texto do senador, como foi enviado, “não atende plenamente”, já que apenas uma das emendas de interesse do grupo havia sido incluída.

O parágrafo acrescido pelo consultor jurídico da Gerdau consta na versão final do texto da lei.

No caso dos deputados Kaefer e Côrte Real, ambos assinam três emendas cujas aprovações foram defendidas por Gerdau junto a Jucá e ao Ministério da Fazenda. Os investigadores não detalharam se alguma delas foi acatada.

Executivos do grupo são suspeitos de terem pago propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por julgar recursos de autuações aplicadas pela Receita aos contribuintes. Os principais alvos da Zelotes são o esquema descoberto no Carf e indícios de venda de três MPs –entre elas a 627.

O material foi encaminhado num ofício à Justiça Federal para que seja repassado ao STF (Supremo Tribunal Federal), a quem cabe analisar a possibilidade de abertura de inquérito a partir dos fatos.

OUTRO LADO

Em nota, a Gerdau informou que participou de forma legítima “de discussões sobre a bitributação de lucros provenientes do exterior”, tema contido na MP 627. Acrescentou que o debate se deu “em conformidade com a lei […] e foram lideradas por entidades de classe e em conjunto com outras empresas de atuação internacional”.

O deputado Alfredo Kaefer afirmou que suas emendas citadas pelos investigadores nem sequer foram aprovadas. “Fiz dezenas de emendas em matérias da área econômica, mas nunca a pedido de ninguém. Não negociei absolutamente nada com Romero Jucá nem com a Gerdau, que deve ter visto minha proposta e achado interessante para o setor deles”, especulou.

O deputado Jorge Côrte Real afirmou que não apresentou propostas por orientação de Jucá nem da Gerdau, mas que prefere não se pronunciar até ter acesso às suspeitas contra ele.

A Folha tentou diversas vezes entrar em contato com o senador Romero Jucá e sua assessoria, que sugeriu que o advogado do parlamentar fosse acionado. O defensor disse não ter conseguido falar com seu cliente.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/06/1785521-policia-federal-diz-que-juca-mudou-medida-provisoria-a-pedido-de-gerdau.shtml

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