BC prevê dívida bruta recorde para 2016

Segundo os novos cálculos do Banco Central, dívida bruta será equivalente a 71,6% do PIB até o fim do ano; indicador é referência para agências de classificação de risco.


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A já recorde relação da dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) vai se deteriorar ainda mais até o final do ano, segundo a nova projeção do Banco Central para o indicador. Além disso, a instituição prevê agora a pior relação da Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e o PIB desde agosto de 2008, momento em que a crise financeira internacional atingiu seu auge.
Em dezembro do ano passado, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, previa, com base nos parâmetros da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que a relação DLSP/PIB chegaria a 38,6% no fim deste ano. Esta agora já é a previsão para este mês (dado que será conhecido no fim de abril). Com a atualização das planilhas do BC, a nova perspectiva é de um rombo fiscal de 39,9% pelos parâmetros do governo e de 41,6% pelo cenário de mercado em dezembro de 2016 – em agosto de 2008, estava em 42,0%, a maior relação até agora.
Referência para as agências internacionais de classificação de risco, o caso da dívida bruta é ainda mais gritante e já se encontra em patamares inéditos atualmente. No ano passado, Maciel projetava para o fim deste ano uma taxa de 70,7% pelo cenário da LDO e de 71,5% pelo de mercado. Em fevereiro, o resultado ficou em 67,6%. Os cálculos do BC apontam agora para uma taxa de 71,6% pelo cenário de governo e de 73,2%, pelo de mercado.
Foto Marcelo Sayão/EFE/VEJA) (Conteúdo Veja e Estadão)