ADVOGADO DE CERVERÓ FICOU COM DINHEIRO DE LULA

A revista Veja publica:


Este conteúdo é produzido por CristalVox. Apoie nosso trabalho curtindo nossa página

“Minha família jamais recebeu dinheiro”, diz Cerveró em carta escrita dentro da carceragem em Curitiba e enviada a VEJA.
O ex-diretor da Petrobras fala pela primeira vez do esquema orquestrado por Lula para tentar comprar o seu silêncio Seis meses após a descoberta da trama que levou à prisão do ex-senador Delcídio do Amaral, Nestor Cerveró afirma que sua família nunca recebeu o dinheiro oferecido para que ele permanecesse em silêncio e não firmasse um acordo de delação premiada com a Lava Jato. A declaração do ex-diretor da área internacional da Petrobras consta de uma carta escrita por ele na última quinta-feira, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Na correspondência, enviada a VEJA, Cerveró acusa seu ex-advogado de ter embolsado o dinheiro providenciado por Delcídio e destinado a comprar seu silêncio – numa operação clandestina que, segundo a Procuradoria-Geral da República, foi comandada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Desde que foi recolhido ao cárcere, em janeiro de 2015, é a primeira vez que Cerveró se manifesta fora dos inquéritos e processos da Lava Jato. É também a primeira vez que ele trata da tentativa de silenciá-lo. Na semana passada, VEJA revelou a denúncia em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa o ex-presidente Lula de ter desempenhado “papel central” na organização criminosa que pôs em ação a estratégia para evitar a delação do ex-diretor. O petista, junto com os demais participantes da trama, é acusado de tentar obstruir o trabalho da Justiça. O estratagema foi descoberto a partir da iniciativa de Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, que decidiu gravar as reuniões com Delcídio e entregou os áudios ao Ministério Público.
Na reuniões, em um quarto de hotel de Brasília, Delcídio planejava a fuga de Cerveró pelo Paraguai, num jato que seria emprestado pelo banqueiro André Esteves, e se comprometia a providenciar o dinheiro para “tranquilizar” a família do ex-diretor. Além de Delcídio e de seu assessor Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o banqueiro Esteves foram presos. “Minha família jamais recebeu os valores descritos na denúncia”, escreve Cerveró.




carta ceverá..